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[RP] A Casa da Colina

Maria_madalena
No alto da colina, uma pequena casa de paredes caiadas ergue-se discretamente, do lado direito um enorme carvalho, milenar, flanqueia a habitação, resguardando-a das intempéries. Debaixo do carvalho há um banco de madeira gasto pelos anos, é frequente encontrar Maria Madalena ali sentada de pernas dobradas sobre o corpo.

Hoje não é um dia diferente, Madalena está ali sentada, contempla a vila a seus pés, sente-se intocada, limpa e vazia. O vento acaricia-lhe o rosto e os cabelos, a chuva miudinha que cai lava-lhe o corpo das impurezas. Ali, naquele momento, não tem motivos para não gostar de si.

Lá em baixo as pessoas movimentam-se numa azáfama sem fim, meneam-se como formigas embrenhadas nas suas lides diárias. Madalena desfruta daquele cenário, cisma em observar rotinas, talvez para esquecer um pouco a sua.

O sino da Igreja toca... o transe é interrompido, atenta escuta as badaladas e num gesto incomodado levanta-se do banco e caminha em direcção à vila, a pausa tinha acabado, não tardava a noite cobriria as ruas e os maridos descontentes encher-lhe-iam os bolsos.

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Alffred


Alffred andava pelas ruas da cidade do Porto. Com o pensamento distânte e por inumeras vezes olhou as nuvens, que já apareciam em tons mais escuros, anunciando o fim de mais um dia.
Dobrou a esquina despreocupado e também amargurado, talvez dos anos sozinho.

Desacelerou o passo e parou completamente as portas de uma taverna, pouco frequentada. E certamente iria adentrar, não fosse a mulher que vinha descendo a rua...

Num impulso rumou a ela.
Maria_madalena
Madalena caminhava num passo rápido, mas coordenado, achegando a capa ao corpo com as mãos, numa tentativa vã de enganar o frio que se fazia sentir. As ruas começavam a ficar vazias e um silêncio nocturno invadia o ambiente, um esmorecer da vida que outrora a povoara. Absorvida nos seus pensamentos e na quietude do anoitecer quase não se apercebe do homem que a olhava e que naquele momento se dirigia a si. Com o coração acelerado e num lapso temporal detém-se e aguarda que este a aborde.
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Alffred


A poucos passos estava da moça e pode perceber o olhar curioso e maldoso que outros cavalheiros lançavam a ela. Encarou-os por um momento e viu os mesmos desviarem aqueles imundos olhares.
Fazendo uma breve vénia a dama, lhe disse:

- Senhorita,está perdida? enrugando a testa continuou- Se estiveres nesta situação, posso lhe escoltar até sua casa.

O senhor de meia idade, pois não tinha mais de 40 anos e aparentava 35, prosseguiu levando a grosseira mão à rala barba, cuidadosamente aparada:

- Esta rua e suas tavernas, não são lugares para uma boa moça..

Esperou, olhando fixamente a mulher uma resposta.
Maria_madalena
Madalena observava aquele homem tão gentil que se mostrava inquieto com o seu bem-estar. Podia contar pelos dedos de uma mão as vezes em que fora tão bem tratada, as vezes em que alguém mostrara genuína preocupação por si. Sentiu um aperto no peito e as palavras teimavam a perder-se na sua garganta.

Obrigada Senhor - conseguiu por fim sussurrar enquanto lhe prestava uma ligeira vénia. Os seus olhos atentaram no rosto daquele homem, na sua face bondosa e na barba cuidada. Quando este voltou a falar o seu coração deu um pequeno pulo e sentiu o rosto corar quando admitiu:

Senhor, eu num sou uma boa moça... trabalho até em lugares piores.

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Coroniella


Coroniella mandou que o guarda Antunes busca-se Alfred.

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» Só nao fala em eternidade, o fraco.
Alffred


Alfred escutou atentamente a jovem moça, e iria lhe perguntar sobre o que falava esta, em sua última frase quando foi surpreendido por seu colega Antunes.
Ali em meio a rua e diante a dama, não poderia certamente mandar o guarda ao inferno. Tentou sorrir amigavelmente e fazendo uma vénia a dama, lhe disse:

- Bem, se seguires por esta rua logo estarás em frente a Casa do Povo. Lá alguem pode te levar a casa. continuou- Até mais.

Contrariado e irritado, caminhou mais depressa que o habitual, fazendo o jovem Antunes quase correr ao acompanha-lo.

Olhou mais uma vez para a dama, e seguiu a frente
Maria_madalena
Madalena observou enquanto o outro homem se aproximava de si e daquele senhor tão bondoso. Ficou espantada com a rápida partida de ambos e com o olhar incomodado que aquele coração afectuoso levava no rosto ao deixá-la.

Olhou-os até desaparecerem da sua vista, encarou-o quando este a procurou uma última vez. E, assim ele abalou com redobrada pressa. A jovem rapariga ficou intrigada com tal aparato, contudo o dever chamava-a e, ali, no meio daquela rua, parada, era um alvo fácil.

Colocou o capuz na cabeça e estugou o passo percorrendo ruas e dobrando esquinas até alcançar a Casa da Babilónia. Lá dentro, esperavam-a uma noite de trabalho entre lençóis, num leito conspurcado.

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Mpontes


Mpontes que vinha da floresta a acompanhar e montar escolta a mais uma carga de madeira, fruto de um dia de trabalho, ao passar em frente a uma casa simples repara nos seus empregados a segredar entre si com alguns sorrisos.

Dá meia volta com o seu cavalo, abeira-se deles e diz:

-Qual o motivo de tanto segredo e risos pode-se saber?...Questiona assim a rapaziada.

-Nada de mais meu Conde, estávamos só a planear onde gastar os cruzados quando o senhor nos pagar ao fim do dia.

Mpontes ao olhar para a casa, solta um sorriso e ordena.

-Vá...toca a andar, ainda temos de passar no mercado para meter a carga à venda, só depois fazem o que quiserem desde que amanhã estejam em forma para mais um dia de labuta.

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Maria_madalena
Maria Madalena voltava a casa depois de mais uma noite de trabalho e de uma rápida passagem no mercado para comprar algumas maçãs e peixe. Ao subir a colina apercebeu-se do clamor de vozes masculinas que se erguia mais à frente. Cuidadosamente, deixou o carreiro de terra batida e adentrou na floresta, continuando a dirigir-se para casa. Parou quando conseguia ouvir nitidamente as vozes e o que estas diziam. Apercebeu-se dos sorrisos de desprezo, dos olhares lascivos e dos comentários pouco felizes sobre a sua dignidade. Uma tristeza momentânea cresceu em si, mas logo sacudiu esses pensamentos e aguardou apenas que o bando dispersasse para adentrar em casa e encontrar a paz e sossego que tanto desejava.
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Maria_madalena
A primavera havia chegado e Madalena acordara com os raios de sol que espreitavam por entre as tábuas soltas da portada. Descalça, saiu da cama e caminhou até à única janela da casa, abrindo-a para olhar o mundo. A intensa luminosidade obrigou-a a fechar os olhos e, durante alguns momentos, desfrutou apenas da leve brisa e do calor reconfortante do sol no seu rosto.

O momento de paz foi interrompido pelo protesto sonoro da sua barriga, Madalena riu-se e prendeu os longos cabelos castanhos no topo da cabeça, enquanto caminhava para um pequeno armário de madeira carcomida pelo caruncho.

Abriu-o e sorriso perdeu-se para dar lugar a uma cara enfadada afinal, teria de comer papas de aveia novamente. As maçãs e o peixe que comprara na semana passada há muito se tinham acabado.

Acomodada com a situação, Madalena preparou as papas e comeu-as apenas para calar a fome. Quando finalmente se sentiu satisfeita, arrumou a tigela e colher de madeira num pequeno alguidar.

Não me apetece nada lavar a loiça... - pensou para si enquanto se dirigia ao seu guarda-roupa, um compartimento discreto de madeira apeado ao lado da sua esteira.

Madalena olhou as peças de roupa velhas e desbotadas e pegou num vestido verde e rosa, o seu preferido para os dias amenos.

Noc... Noc... - ouviu alguém bater à porta, enquanto acabava de se vestir.

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--Julia_campos
Júlia era uma mulher com os seus 40 anos, de cabelos negros manchados pelo branco da idade, tal como Madalena cresceu nas ruas e cedo aprendeu que a maneira mais fácil de conseguir o que queria era satisfazer homens. Não importava a classe social ou a idade, no final, haveria sempre uma recompensa.

Essa era a recompensa pela qual ansiava, a recompensa que mais tarde lhe compraria alimentos e um dia lhe comprou um lugar para morar.

Ainda hoje, a determinação faiscava nos seus olhos azuis, era uma mulher endurecida pela vida e o seu sorriso amargo não escondia as provações porque passara.

A sua educação não era muita e moralidade era uma palavra que não conhecia, não olhava a meios para atingir os fins. A infância cruel moldou-lhe o pensamento e distorceu-lhe a percepção da realidade. Júlia escolheu o caminho do mal, escolheu recolher e explorar outras mulheres, abriu a Casa da Babilónia e ali deu continuidade ao negócio.

Naquele momento, aguardava do outro lado da porta, segurando um pequeno cesto de palha. No seu interior estavam laranjas e um pouco de carne de porco salgada. Quando Madalena abriu a porta, Júlia espantou-se mais uma vez com as feições nobres da jovem.

Nasceu no sítio errado, tem ares de dama. - pensou para si enquanto adentrava e sorria penosamente, não sabia se de inveja ou do fel que lhe assomara aos lábios
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Maria_madalena
Madalena abriu a porta e ficou algo admirada, Júlia não era uma mulher de visitas sem propósito. Rapidamente recuperou a compostura e incitou-a a entrar abanando uma mão à frente do corpo e sorrindo castamente:

Entre, entre. Que a traz por cá tão cedo Dona Júlia?

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--Julia_campos
Bom dia piquena - retorquiu Júlia entre um dos seus sorrisos azedos.

Entrou em passos calmos, tomando o seu tempo para observar a habitação. Esperara uma decoração mais opulenta, cortinas na janela, tapetes no chão e tapeçarias na parede.

O que anda esta moça a fazer com o que lhe pago?

Meu doce, vinhe apenas conversar contigo. - explicou enquanto se sentava numa das cadeiras em torno da mesa redonda - Ó e trazer-te esta piquena recompensa.

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Maria_madalena
Madalena acompanhou Júlia na entrada, apercebendo-se da sua delonga e dos olhos vivazes que perscrutavam cada canto da sua casa, procurando não sabe bem o quê. Não a interrompeu, não a apressou: não tinha nada a esconder, tinha menos a mostrar. A sua habitação era tão impessoal quanto poderia ser. Nada a prendia ali além da sua génese, uma origem tão esbatida pelo tempo, que Madalena quase não se recordava dela.

Sentou-se na cadeira oposta a Júlia e olhou-a atentamente esperando pela sua voz aguda e irritante. Quando o som estridente lhe irritou os ouvidos, obrigou-se a sorrir e a aceitar a cesta prontamente. Levantou-se para a guardar dentro do armário de cozinha e o odor a laranjas fê-la sorrir.

De sorriso escondido, voltou a sentar-se e perguntou:

Alguma novidade Dona Júlia?

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