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Casamento de Volúpia, Pekente e Antonia

--_beatrix_algrave


- Muito grata, mas não será necessário. Melhoras para o senhor.

Beatrix fez uma vênia ao senhor Damasceno. Sua expressão e sua voz eram gentis mas ela não demonstrou nenhuma intenção em explicar nada ao averroísta sobre o que havia acontecido naquele quarto.

Ela deixou o quarto, desceu as escadas e depois de pagar o estalajadeiro, acompanhou as figuras sombrias que levaram Maria e o prisioneiro. Ela deixou a taverna e tomou o coche que desapareceu na noite de Santarém.
Dalur


Vendo os três noivos por perto, o sacerdote entrega uma adaga para cada um. Depois, fixando os olhos no prisioneiro vê o homem buscando uma saída, um raio de esperança que nunca virá. Mesmo assim, não há clemência ou misericórdia, o deus da guerra havia mostrado aquilo que deveria ser feito, e assim seria.

- Finalmente, o laço que os unirá foi proporcionado pelos deuses. Esta cerimônia é uma benção de Vérrios, e este nos demonstrou aquilo que deverá ser feito para firmar este ato sagrado.

Vendo a chuva cair em finas gotas sobre a pele nua de sua sobrinha, o sacerdote sorri para sua parente. Olha também com orgulho para o filho, a quem a cada dia mais vê tornar-se um homem de honra. E também Antônia, com seu jeito misterioso que já havia encantado-o desde o primeiro momento.

- Com guerra começou, com guerra irá terminar. Para finalmente sacramentar vossa união, deverão todos os três mergulhar suas adagas no prisioneiro, em um combate até a morte. Para que também desta forma seja cumprida a justiça.

E jogando uma adaga para o prisioneiro, o sacerdote lê em seus olhos a frase "Três contra um não é justiça" e, antecedendo qualquer protesto ele conclui em um tom grave, denotando que iniciaria-se o combate.

- Esta é a justiça de Vérrios, esta é a justiça do deus da guerra!
Volupia


Lupi gela. Desde sempre "faça amor, não faça guerra" sempre pareceu um lema muito mais singelo. Nunca fora preparada para a arte do combate, sempre mimada, teve tudo o que quis e foi superprotegida pelos pais e parentes, o que lhe denotou essa falha de caráter que assusta a muitos que não acompanharam seu crescimento. Essa falha de caráter de amar a tudo e a todos sem preconceitos, e de criar afeto por cada ser com que cruzasse. Sem saber o que fazer, olha para Antonia que era uma excelente guerreira e para Pekente, exímio combatente.

Com a Adaga na mão, Lupi joga os cabelos molhados para trás e libera o rosto. A pele branca ainda pingava as ultimas gotas da chuva salvadora que os abençoou. Nua, esguia, percebia os seios pontudos qual pequenas lanças de carne rósea a precipitarem para o adversário. Mas era dificil lançar-se, machucar... Talvez dar um passo atrás fosse a mesma coisa, afinal a força que Antônia tinha ela sabia muito bem no arroxeado que ficou em sua coxa após o último momento de intimidade que tiveram. Um carinho mais firme podia deixar o contorno dos dedos dela em um hematoma sensual, Imagina com raiva, imagina em combate. Ela destroçaria o prisioneiro....

A posição de luta, sem roupa não era da mais digna, porém ainda tinha sua graça nas curvas brancas que se destacavam à relva. Se os olhares se perdem embaixo de seu umbigo, é desavisado que se ia receber o golpe do braço que empunha a adaga. Bastava ter coragem. Pekente parece tenso. Talvez devesse deixar ele começar, ele faria um combate igualitário. Ambos estão cansados, e Pekente ainda está sem a arma que melhor maneja, que é o arco. Um embrulho no estômago repercute os anseios daquele homem que sendo mau, de acordo com a ótica de nós que fomos atacados, ainda era homem, e como tal, um ser semelhante.

Lupita mal consegue cozinhar carnes e aves, ainda precisa que alguém mate e trate longe de seus olhos, não conseguia dar um salto e começar o embate, com um olhar a pedir ajuda, implora silenciosa a Pekente que comece. Se Verrios impõe essa condição para o casamento, que seja, mas Volúpia ainda precisa buscar mais coragem....

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Arte de Antonia_
Ltdamasceno


Damasceno engoliu seco quando a mulher proferiu aquelas palavras, jamais iria esquecer aquela noite e algo lhe dizia que não seria a última vez que iria encontrar aquela gente.

Damasceno observa a vênia e retribui quando a mesma passa por si deixando o quarto.

- Ela me ataca e em troca recebo uma vênia. Pensa ele, ainda sentindo a cabeça latejar.

Quando todos deixaram o quarto, foi até a janela observar para onde os sujeitos tinham ido, porém estes já haviam desparecido na escuridão. Um pouco tonto, desceu as escadas devagar, pediu mais uma dose ao Taverneiro, certamente iria precisar beber muito mais do que de costume depois daquela noite...

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"E eu testemunharei que não há ninguém digno de adoração, exceto o Único."
Antonia_


A chuva caia incessante, Antônia tinha o semblante gélido, as gotas como agulhas em sua face e ódio corria em seu sangue. Matar aquele homem, sentir o quente sangue dele descer pela garganta foi de longe vivificante, mas nada a preparara- para aquilo. Volupia nua diante de todos, tendo apenas Pekente a cobri-lhe os seios, fechou os olhos por instantes, sentia ainda o gosto metálico na boca, como num flashback tudo o passara instantes atras voltava a mente, incluindo o homem que estava na taverna, ja o vira em algum lugar não se lembra onde, mas que importa agora. Voltou a abrir os olhos e a cena de Volupia nua alia parecia fixo no tempo e espaço, realmente não gostara daquilo, ela deveria estar exposta dentro de quatro paredes, com ela e agora com Pekente. Respirou fundo:

- Vamos logo, isso já a está a me deixar mais do que irritada, e o dia logo cairá.

Antes de ir, avisou aos poucos convidados que ainda estava por ali a deslumbrar os restos do templo onde seria o novo lugar para finalizarem o casamento, quem pudesse que seguisse Volupia e Pekente, dito isso avança para o local combinado e la espera os demais.
Após um logo discurso de Dalur e evitando olhar o estado de Volúpia, olha para a adaga, pensa que seria melhor usar os proprios caninos, mas se era para seguir a tradição ia esperar Pekente e Lupe atacarem e ver como se saiam, mas não teve tanto tempo para pensar, o maldito prisioneiro já ia atacar Volupia, pois via nela a mais frágil, em seguntos se pora diante de lupe recebendo a adaga no proprio peito, sentindo ela rasgar a carne indo em direção o próprio coração.
Pekente


Pekente sendo o primeiro a pegar a Adaga, começa a se preparar. sua habilidade em si com espadas não era questionável, quanto a adagas, o preparo com arco e flecha e esgrima davam-no velocidade e reflexos incríveis para a luta.

Contudo não seria uma luta tão simples, haviam três contra um, estes sendo Antonia, Volupia e o próprio Pekente, sua preocupação principal era com sua amada, ela não era uma guerreira e isso poderia ser usado como desvantagem contra eles e provavelmente o prisioneiro já devia ter percebido isso. Também havia Antonia, a qual poucos conheciam suas habilidades e força sobre-humanos, isso poderia ser usado a favor dos três já que o prisioneiro levaria em conta a "fragilidade" delas, tendo então que se preocupar com Pekente... o que seria um erro fatal para ele.

Ja estando preparado para lutar, Pekente vê o pai dar inicio ao combate. Posicionando-se na postura escolhida para o combate Pekente espera que o homem tente avançar para Antonia e a cair numa armadilha, mas com um ato desesperado de sobrevivência e sede de sangue, o homem pega a faca e avança para Volupia, que estava vulnerável para o combate, péssima escolha para os noivos, o movimento foi rápido e o homem conseguiu movimentar-se de forma que estivesse a par de atingir Volupia, num movimento rápido Antonia vai para a frende da noiva desnuda e leva o golpe em seu lugar.

tendo a adaga perfurando seu peito, Antonia consegue proteger Volupia mas se põe em perigo,precisando agir com pressa e tendo de agir num movimento rápido, Pekente avança para que o golpe tenha o minimo de sucesso possível, parando o braço do homem quando pouco menos de um terço da adaga já estava enterrada na carne rasgada de Antonia. Pekente acerta o Homem com um golpe na barriga para derruba-lo antes que o mesmo fizesse mais estrago, o golpe foi um sucesso forçando o homem a retirar a adaga do peito de Antonia e deixando a noiva ferida cair no chão. Com o homem agora tendo sua atenção voltada para o noivo, Pekente prepara se para lutar com o Fanático, para dois golpes desferidos através de sua adaga, e num terceiro golpe, Pekente segura o braço do homem e desfere um chute no abdome do adversário derrubando-o no chão e o fazendo recuar.

Estando mais livre para se mover com mais terreno ganho para proteger Volupia e Antonia, Pekente desfere um golpe cortando o braço do adversário, o mesmo consegue rasgar sua camisa mas sem sucesso de atingir o noivo. Em um ultimo golpe o Fanático tenta atingir o Pescoço de Pekente, o qual é falho quando Pekente desvia do golpe, abaixando-se, cortando a perna do adversário e deixando-o de joelhos e fazendo-o soltar a arma no chão, terminado o movimento e estando atrás do homem Pekente aproxima-se do adversário aparentemente derrotado e com a faca em sua garganta.

Estando preparado para desferir o golpe final no prisioneiro, Pekente vê Volupia a chorar e a cuidar do ferimento de Antonia em seus braços.

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Volupia


Confusa, sem saber o que fazer, Volúpia chora segurando Antonia. Deita-a no chão e deixa que as lagrimas caiam soluçantes sobre o rosto da amada. Lupe sabe que isso não significa fim pois a ruiva sempre supera os limites do corpo. Mas é frágil pra segurar a dor de ver a dor de quem ama. E ela ama demais aquela mulher.

Talvez se recuperar seja questão de tempo para seu bem querer, mas como dói vê-la machucada.

- Te amo, Antonia, reage,meu amor....

Ao escutar o gemidinho de sua mulher, Lupe pega a adaga que havia largado no chão e se precipita sobre o homem que lutava com Pekente.

- Agora você vai ver seu desgraçado!!!

Ao mesmo tempo, Pekente e Lupe enfiam suas adagas simultaneamente na barriga do bandido miserável que machucara-lhes a noiva. Como uma dança sincronizada, Pekente e Volúpia puxam suas adagas e se olham, apenas escutando a pancada do corpo do homem no chão.

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Arte de Antonia_
Dalur


Observando tudo, o sacerdote enxerga cada detalhe, cada movimento como as pinceladas de um artista que pinta um quadro. A angústia, o desespero, a fúria, a vingança e o sangue. Era tudo maravilhoso, pois ele podia ver o significado sagrado de cada pequeno gesto, o simbolismo que permeava a cena.

Vendo uma das noivas feridas, o sacerdote caminha lentamente até um arbusto onde colhe uma erva medicinal e o amassa vulgarmente com uma pedra que encontrava-se por perto, depois pega também um pouco de barro e amassa tudo para fazer uma mistura estranha. Enquanto Pekente e Volúpia lutam com o prisioneiro, o sacerdote vai até Antônia e aplica na ferida

- Segure isto, aqui, desta forma. Agora pressione que aliviará a dor e ajudará a fechar o ferimento.

Vendo que está quase tudo terminado, o sacerdote conclui

- Falta pouco agora, e tudo logo findará. Falta apenas tu enterrares a adaga no maldito
Volupia


Volupia olha a pele salpicada de sangue. Isso não era para acntecer, isso jamais aconteceria, isso... De repente percebe-se: Tudo! Exatamente tudo era possivel de fazer se visse a sua família ameaçada.

Olha os olhos de seu moreno e ajoelha-se perto de sua ruiva. Pega a mão dela e reforça o que o mestre disse: Ainda faltas tu a enterrar a adaga, meu amor.

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Arte de Antonia_
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