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Cerimónia de Abertura

--Cronista.
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[Finais de 1460]




Era hora do jantar e os meninos estavam reunidos em torno da mesa comendo castamente a azeda sopa. O pai ainda não chegara e a mãe estava inquieta, com o filho mais novo ao colo, calando-lhe o choro com beijos. Ela chegou devagar e bateu à porta daquela pobre família. A humilde mãe correu para abrir, julgando ser o marido, mas à porta não estava ninguém, apenas um sopro doentio, quente e bafiento.

Primeiro atacou os pobres e mendigos, falou-se de um male que só afectava os menos afortunados. Do alto das suas ricas casas, os fidalgos julgaram-se intocáveis, fecharam a janela, cobriram os rostos, desprezaram os que morriam pelas ruas. Mas Ela não gostava disso. Às suas mãos todos padeceriam, porque Ela não escolhe classe social, sexo, ideologia ou cor política. Ao seu abraço ninguém resiste.

Dizem que vem para castigar, purgar o mundo dos impuros, mas com Ela todos caem, do santo ao pecador, da criança ao velho. Tal que nem uma predadora hábil seduz e cativa, provoca letargia de espírito, enfraquece a mente, distrai os sentidos, o primeiro passo está dado, segue-se a agonia excruciante, a dor, o desejo de partir, os mais corajosos bradam por misericórdia. Quando por fim o seu beijo lânguido e gelado lhes toca os lábios, dão-se por gratos.

A peste grassa na Europa.
--Cronista.
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[Início de 1461]




Enterrados os mortos, despido o luto, é agora hora de olhar pelos vivos. Em homenagem a um fidalgote qualquer, de quem ninguém recorda o nome, não fosse ele velho e chato, que viu a linhagem desaparecer com a peste criou-se o Instituto Hospitalar Português.

Veio a ideia, reuniram-se os sábios, discutiram, votaram, escreveram, voltaram a discutir e a votar, colocaram problemas, resolveram-nos, surgiram outros e novamente se empenharam na sua resolução. Pelo final da semana já o grosso da questão estava resolvido.

Vieram especialistas em burocracias e, num processo lento, digno dos mais sapientes burocratas, escreveram-se os estatutos e regras pelas quais o Instituto se regeria. Simultaneamente, a mansão do fidalgote era transformada numa edifício lúgubre, austero e grandioso, tal como todos os edifícios deveriam ser.

A comissão. criada para a ocasião, desdobrava-se e fazia-se ouvir em todos os assuntos. Não havia ponto final que não fosse avaliado criteriosamente, não havia também pedra que não fosse certificada. Nada falharia!

Mais tarde, talvez recordasse a iniciativa como impertinente, talvez acusassem os eruditos de gastar excessivamente os dinheiros públicos, talvez ainda afirmassem que tudo não passava de uma questão de interesse pessoal. Por agora, aplaudamos a ousadia, a originalidade, o zelo e a preocupação desta comissão pelo bem-estar e saúde dos portugueses.
--Cronista.
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[Maio de 1461]




Estão por hora finados os trabalhos e os sábios regozijam com os resultados do seu esforço. Bem ou mal está agora tudo pronto, ou remediado. De qualquer maneira, não há nada de mal no orgulho que aqueles homens sentem, afinal foram muitas as horas de sono perdidas, as discussões com as esposas e as exaltações. E como dos fracos não reza a história, aguentaram-se corajosamente até ao fim, enfrentando todas as feras e monstros que sempre vêm com o empenho.

Anda agora a criadagem apoquentada, correndo para cá e para lá, limpando o pó, sacudindo tapetes e tapeçarias. Dizem por aí que há na equipa um homem chamado Métrico, responsável por ajeitar as pinturas nas paredes, centrando-as ao milímetro. E ele lá vai, de sala em sala, calmamente,com os seus intrumentos de medição e o bloquinho de notas, corrigindo qualquer imperfeição, pois obras de arte tortas não são obras de arte. Já de tortas percebe a cozinheira que não dorme há três dias e três noites, perdida entre as mais diversas iguarias que nunca chegará a provar.

E assim se passam os dias...

Na véspera da cerimónia a histeria apodera-se do edifício. Chovem ordens e os criados tentam responder da melhor maneira, estando já uns quantos em esgotamento nervoso. Alguns sábios chegam mesmo a entrar na cozinha e outros a limpar o pó. Estará o mundo para acabar? Não, não, é apenas a ânsia de perfeição que lhes muda os humores e os modos.

Resta agora esperar que a noite finde.
--Cronista.
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[10 de Maio de 1461]




O sol ainda não tinha nascido quando as gémeas chegaram ao Instituto Hospitalar Português. Vieram depois de toda a arrumação e limpeza para verificar minuciosamente se as flores estavam arranjadas com perfeição, se as toalhas estavam imaculadas e as almofadas dispostas correctamente nas poltronas. Da cozinha saíam fumegantes pratos de caldos, pães variados, assados e legumes decorados com primor.

Cada um dos pratos seria disposto de modo a atender a todos os gostos e apetites, não fosse faltar nada aos convidados. Vinho, cerveja e sumos, em jarras estrategicamente dispostas, em quantidade suficiente para animar a noite e os vários brindes que se esperavam.

E as malvadas gémeas por ali andavam, de costas rígidas e olhares feros, bufando ordens e protestando por tudo e por nada. Até ao último minuto não relaxariam.
--Leonilde
Leonilde passa os dedos sobre as escrivaninhas e bordas das cadeiras, sob o olhar apreensivo dos criados. Examina cuidadosamente, para ver se há algum vestígio de poeira.
Nenhum dos arranjos de flores saiu ileso de suas arrumações, as travessas dispostas em diagonais perfeitas.

Examina sua roupa, que considera apropriada e austera como deve ser. Os cabelos presos firmemente, sem brincos ou colares.
Mirava-se em cada espelho ao passar e erguia as sobrancelhas em sinal de aprovação pela figura magra e ossuda, que considerava elegante.

Vê a irmã a ordenar os copos, depois irá conferir se estão dispostos em espaços regulares
.
--Mavilde
Mavilde está por ali a dar brilho aos copos, esfregava com empenho, soprava no copo, voltava a esfregar. Por fim, chegou ao último copo. Tal conquista não era de louvar, não tardava para que Mavilde ficasse impaciente e começasse a verificar o trabalho todo de novo. Foi apenas a voz da sua irmã que a tirou daquele torpor maníaco.

Ai que tens uma ponta do cabelo solta! - exclamou Leonilde em pânico.

Mavilde levou cuidadosamente as mãos ao cabelo e realmente constatou que o cabelo não estava alinhado como devia. O horror no seu rosto foi claro e a criadagem prendeu a respiração, já contando com uma reacção exagerada.


Ai Leonilde, ai... Arruma-me! Ai! Vê lá se os convidados chegam e me vêem assim! Ai, meu Jah! - Mavilde corria de um lado para o outro à procura de um espelho. Quando finalmente o encontrou prendeu o cabelo de novo, com todo o brio. Suspirou de alívio.

Tudo estava pronto e as gémeas também.
Kalled
O Presidente do Instituto que estava prestes a ser inaugurado chega ao espaço antes de toda a gente. Queria garantir, pessoalmente, que nada iria falhar. Havia-se esforçado para que a Instituição obtivesse a aprovação no Parlamento, mesmo após tantos atrasos, e agora que finalmente iria ser aberto ao público nada poderia falhar.

As irmãs Mavilde e Leonilde ali estavam, lado a lado, com as mãos à frente do ventre à espera dos convidados.
Está tudo pronto, Senhor! - confirmou Mavilde.

E estava. A decoração do espaço estava explêndida, os copos brilhavam à espera que os enchessem de vinho, as mesas estavam repletas de comida.

Então, ouve-se um coche a chegar.

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Rosangela


Rosângela chega antes do horário combinado à inauguração do Instituto Hospitalar, pois queria auxiliar aos tios Kalled e Irises em qualquer coisa que precisassem.
Como sempre ela estava espetacular, a loira usava um vestido novo que ela mesma havia confeccionado.
Chegando ao salão estava apenas o seu tio Kalled a olhar se estava tudo certinho para começar a receber os convidados.
Ela o abraça e diz que está muito feliz que o projeto do tio tenha saído do papel.


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=) A Maioria das brigas ocorre pela incapacidade de interpretar texto. Sim! Eu faço RP. Os reinos não é VR!
--Leonilde
Leonilde andava de uma janela a outra a ver se chegava a Secretária do IHP, chegava até a porta, voltava, muito impaciente! Já havia uma inscrição a registrar e nada de a moça aparecer!
Isso é puro nepotismo, dizia á Mavilde. O Presidente chamou a moça por ser irmã.
Nem chega a tempo, e duvido que consiga arranjar decentemente aqueles cabelos desalinhados!


Pediu a Mavilde que fosse receber o Dr. Cientista e registrar sua inscrição, aproveitando um espelho para alinhar melhor as vestes e ensaiar um sorriso para receber a sobrinha do presidente.
Yochanan


A noite chegava tranquila, enquanto os últimos raios do poente tocavam as águas da costa portuguesa, e lançava longas sombras sobre as ruas, cujo calçado havia sido feito com tanto esmero que pouco se sentia a medida que os cascos repicotavam sobre as pedras e as rodas da carruagem girava suavemente sobre seu eixo.

Puxada por uma quadra de cavalos de um marrom escuro que se confundia com os couros que os amarravam no tiro, o coche de madeira escura avançava pelas ruas em direção ao casarão que agora abrigava ao Instituto Hospitalar Português, em sua porta, o escudo dos Viana era visível cada vez que o coche cruzava alguma luz.

Finalmente se detiveram os cavalos, diante da entrada daquele austero casarão. De dentro do coche ele pode observar as linhas da edificação. As janelas altas, e a pequena sacada sobre a porta de duas folhas. As pilastras percorriam o edifício, das bases até a moldura em que terminava, emoldurando as janelas e portas. Um pajem veio lhe abrir a porta do coche, fazendo-o voltar ao presente.

Ele desceu primeiro, trajado de quase todo de branco, de negro usava apenas o justilho sobre o qual usava a Grã Cruz de Azure. Sobre os ombros levava uma capa de seda azul escura, com o escudo dos Viana bordado em fios de prata, presa por um finíssimo colar de prata. Naquela ocasião, o Viana acreditou ser adequado utilizar o presente da Condessa de Cantanhede. Trajava assim suas melhores vestimentas para aquela ocasião.

O Prior estendeu a mão ao interior do coche, e ela logo foi tomada por uma mão feminina, e com delicadeza ajudou a irmã a descer do coche.

Juntos foram precedidos por outro pajem, enquanto o primeiro fechava a porta do coche, e o condutor se afastava para que o seguinte ali se detivesse para que os convidados fossem recebidos. Subiram os poucos degraus que separavam a rua da porta de entrada, as quais se abriram não bem chegaram eles junto a ela.

O salão estava impecável, e não bem entraram foram logo anunciados.
-Dom Yochanan Viana, Prior da Ordem de Azure e sua irmã Dama Vivian Viana Lobo, Prefeita do Porto – ressoou a voz pelo salão, ainda quase sem convidados.

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Amelie.paix


Irises chega à sede do Instituto minutos depois da parada do coche. Está muito atrasada e tem consciência disso. Corre por uma entrada lateral para estar ao lado de Kalled e recepcionar condignamente o Prior da ordem de Azure e sua irmã, a prefeita da Cidade do Porto, sua madrinha. As vestes em tom prata realçavam-lhe os cabelos ruivos e o tom azul dos olhos. Não usava jóias, a não ser o par de brincos de uma pérola solitária a emoldurar-lhe o rosto.

O momento é solene, embora sinta vontade de abraçar a querida madrinha, Irises faz uma vênia, o sorriso oculto pela cabeça baixada.
Vivian e o Prior sabem o motivo pelo qual a vênia deveria ser perfeita.

Kalled estende a mão à Vivian, enquanto Irises aceita a mão estendida do Prior, para encaminhá-los ao lugar reservado à mesa.
Depois de acomodados, já servidas as taças de vinho, Irises não se contém e sussurra a ambos: Grata pela presença! Estamos honrados e felizes em recebê-los nesta data especial!

Volta com o irmão até a porta, dando uma discreta piscadinha à sobrinha Rosangela.
--Mavilde
O Dr. Cientista, homem de poucas burocracias, passara por ali mesmo fazia já algum tempo. Inquieta com a delonga, Leonilde pede à sua irmã para averiguar a situação. Mavilde abandona então os festejos e vai procurar o doutor. Percorre alguns corredores e espreita para algumas salas sem sorte.

Pelo caminho vai alisando o vestido e os cabelos diversas vezes, não quer ficar mal vista pelo doutor. Chegada à sala bate delicadamente à porta e de seguida entra, prestando uma vénia ao formoso homem. O ar rebelde e a barba mal aparada, fazem Mavilde quase ter uma síncope. Secretamente, a gémea mais nova sonha com homens indomáveis e complicados.


Doutor, acompanhe-me até às festividades. - fez uma pequena pausa - Será uma honra recebê-lo. - um pouco nervosa estende-lhe o braço e condú-lo até à sala.
Cientista
Cientista ao ver jovem, de cima a baixo, fica na admirado e interroga-se como Kalled conseguiu ajudantas tão bem arranjadas e jeitosas. Sem mais demoras Cientista coloca um braço à volta da jovem e acompanha-a.

Certamente menina, vamos lá então às festividades. Tem bebidas, não tem?

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--Mavilde
Mavilde fica deleitada com o gesto ousado e encosta-se o mais que pode ao homem. Aproveita os escassos momentos a sós com o doutor, pois perante a sua irmã terá de agir com decoro e rectidão.

Claro que sim, senhor... Bebidas para todos os gostos e comida! Muita comida! - fala com entusiasmo.

Caminha devagar, numa tentativa de prolongar a ocasião e utiliza aqueles parcos minutos para sonhar bem alto com aventuras e amores tórridos.


Ai meu bom Jah... Se sabem destes meus desejos acabo num convento... - pensa ao sentir os músculos duros da perna do doutor - Jah me ajude que este homem é pecado.
Nelsinho


Nelson chegara ao IHP para a cerimónia de abertura tendo sido convidado pelo presidente do instituto e reparando no magnifico salão dirije-se aos seus familiares cumprimentando-os.

- Como vai tio Yochanan? Está uma bela noite aqui na Praça será uma ótima festa! - Proferiu Nelson

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|| BARONETE DE ENCANTOS & FORTUNAS || PADRE DE LAMEGO || CAPELÃO DA OCT ||VICE-PREFEITO V.S.L ||
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