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[RP] Cerimónia de Inauguração da Ordem da Bússola d'Ouro

Sylarnash


O Sol levantava-se lentamente no horizonte depois de uma merecida noite de sono. A contrastar com a disposição horária do Sol, os serviçais do Conde de Óbidos encontravam-se desde o início do dia anterior a vaguear de um lado para o outro, para eles fora um dia e uma noite extremamente atarefadas, a lista de afazeres ainda era longa e as preparações pareciam encontrar-se atrasadas. Vindo do interior da propriedade ouviam-se ecos do que pareciam ser severas ordens do Mestre-sala. Não era a primeira vez que aquele grupo, às ordens do Mestre-sala, ficara encarregue de organizar cerimónias, inclusive tinham já, no passado, organizado cerimónias para a Coroa Portuguesa, no entanto a importância da cerimónia que organizavam e, em boa verdade, a quantia investida pelo Conde de Óbidos faziam daquele um evento no qual se deviam esmerar.

Era dentro do imponente edifício da Ordem que a maioria das mudanças se faziam sentir, o amplo Grande Salão outrora repleto de valiosíssimas obras de arte de todos os cantos do mundo, possuía agora apenas um pequeno punhado de telas pintadas e o vazio que permitia aos visitantes caminharem livremente pelo interior do Salão tinha sido preenchido por uma estrutura mais ou menos alta, em madeira e de formato rectangular, em frente a esta encontrava-se uma considerável quantidade de mesas e bancos rústicos. Somente um pequeno espaço, mais à direita da estrutura de madeira se encontrava intocado, e junto a este permaneceu a fileira de cadeiras vazias, local de descanso dos visitantes.

Àquela hora já se ouviam uns ruídos algo semelhantes aos de um ferreiro na sua forja. Apesar da semelhança era possível garantir-se que não se tratava de um ferreiro, não havia uma forja perto da propriedade, na verdade o barulho vinha da cozinha improvisada no pequeno refeitório. As cozinheiras tinham recebido generosas ofertas por parte dos produtores locais e encontravam-se desde o findar da noite a trabalhar arduamente na confeção das iguarias que seriam servidas ao jantar desse mesmo dia. O espaço cedido para servir de cozinha acabara por tornar-se pequeno, haviam sido trazidos inúmeras variedades de carnes, inclusive alguns presuntos estrangeiros, os pescadores locais tinha oferecido também bastante peixe, e os mercadores locais trouxeram uma soberba quantidade de queijos, frutas, alguns barris de vinho e até mesmo um barril de whisky.
No lado oposto ao pequeno refeitório a servir de cozinhas, junto aos portões principais, encontrava-se uma fileira de guardas destacados para segurança da propriedade. Apesar da inocência da Ordem e das boas intenções dos seus membros, os inimigos aglomerar-se-iam junto dos convidados para se infiltrarem na festa.

Os jardins já se encontravam devidamente enfeitados, todas as folhas que tinham caído no decorrer do dia anterior tinham sido recolhidas de forma a deixar os jardins com um ar mais limpo e belo, as duas estatuetas à entrada da propriedade também tinha sido alvo de um polimento geral, fazendo com que as mesmas encaixassem na perfeição naquele lugar paradisíaco. Um grupo de mordomos havia sido instruído para se manter ali mesmo, perto das estatuetas, no local de entrada, tinha-lhes sido dada como função receber os convidados e direciona-los pelos cantos da propriedade da Ordem, em breve teriam o seu propósito realizado, a cerimónia estava prestes a dar início.

Não obstante o atraso, a grande festa de inauguração da Ordem da Bússola d'Ouro realizar-se-ia, os últimos arranjos estavam em curso e a partir do meio da tarde os convidados começariam a ser recebidos.

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Sylarnash
Sylarnash tinha ficado alojado no seu próprio castelo em Óbidos, Capital do Condado com o mesmo nome. Naqueles tempos era raro o Conde permanecer mais do que um par de semanas seguidas no Condado de Óbidos, os seus numerosos afazeres tiravam-lhe o conforto e a segurança que o Castelo do Rochedo oferecia. Apesar da ausência, por vezes prolongada, o condado encontrava-se a ser irrepreensivelmente bem gerido, o conselho do condado tinha sido escolhido a dedo por Sylarnash e o resultado estava à vista, Óbidos era um dos condados mais ricos e bem povoados da Europa. Alguns populares afirmavam mesmo que tal sucesso se devia ao facto de aquele condado estar a ser gerido e pertencer a um servo do Altíssimo e Jah o tinha abençoado, o que não era de todo mentira.

O Cónego-Conde tinha-se deixado dormir ao longo da manhã daquele que era sem dúvida um dos dias mais importantes para si. Um dia que se juntaria a toda uma mão cheia de outros momentos importantes para Sylarnash, como o dia da sua elevação ao sacerdócio, ao dia da sua coroação condal ou mesmo ao dia em que fora nomeado assessor do Rei de Portugal.
A rotação do Sol ao longo da manhã fizera com que Sylarnash acordasse com os raios solares a perfurarem os resguardos nas enormes janelas dos seus aposentos. Para muitos um acordar assim, forçado, poderia ser razão para um dia de indisposição, irritação ou intolerância, mas, contrariamente a esses, Sylarnash preferia um acordar assim, para ele acordar com o Sol a entrar pelo quarto adentro era sinónimo de rejuvenescimento, era sinónimo de um acordar vigoroso, satisfatório e próspero, tudo o que o Grão-Mestre da Ordem precisava para aquele dia, o dia da grande inauguração da Ordem de Mérito da Bússola d'Ouro.

A manhã já ia a mais de metade e Sylarnash tinha de marcar presença na propriedade da Ordem antes do meio dia para ultimar alguns preparativos e emitir algumas ordens preventivas. Apercebendo-se da tardia hora o Conde apressou-se a vestir as roupas que tinha, na noite passada, deixado sobre o enorme baú que fica disposto em frente à sua cama.
O conjunto de roupa tinha sido todo ele fabricado em França e fora posteriormente trazido para Portugal por um mercador amigo. O traje era composto unicamente por cores escuras desde a camisa cinzenta em seda, o gibão, o casaco curto, capa e calças quase pretos em lã, até às próprias botas em pele e que condizia com o restante visual.

Cerca de uma hora e meia depois de acordar o Conde de Óbidos encontrava-se na propriedade da Ordem, após uns avisos e uma mão cheia de recomendações principalmente a respeito das formas de tratamento das diversas personalidades do reino já tudo estava preparado e no exterior, momentos depois, eram abertos os portões para receber os convidados nas carruagens, cavalos, ou mesmo a pé.

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Alexandre_torre


Dom Alexandre Torre chega ao imponente edifício da Ordem de carruagem, desce da mesma e diz para o seu fiel escudeiro Luiz Cabral.

- Luiz podes ir estacionar a carruagem e volta quando a cerimónia terminar

Dito isto Dom Alexandre entra no edifício.

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A Coragem é a capacidade de cumprir o dever mesmo quando se morre de medo
Luiz
Luiz Cabral ouve o seu Amo e diz

- Sim Mest ... quer dizer Amo, fico à sua espera

entretanto Luiz conduz a carruagem para o local indicado para o efeito, pensando

- Bom, vou procurar onde se come, ai se a minha Florestina aqui estivesse fazia-me uma sopa da pedra ao invés dos croquetes que se servem aqui, sabes-se lá de onde vem a carne.
Yochanan


O carro fechado de madeira laqueada de negro e cortinas a ocultar seus ocupantes cruzou as estradas do Condado de Óbidos, uma terra que o Prior ainda não tinha tido o prazer de conhecer e da qual apenas havia escutado louvores ao bom trabalho do Conde e de seu conselho.

- Se estas terras são um prelúdio do que será o trabalho da Ordem da Bússola de Ouro, então acredito que Portugal ainda tem esperança em seu futuro. - Comentou o Viana vestindo as negras roupagens de sua própria Ordem. Contra o negro de suas roupas ressaltavam dois elementos, o primeiro a Cruz de Azure bordada sobre o colete e o segundo o broche de Prior da Ordem da Cruz de Azure preso ao lado direito do peito. Sobre seus ombros usava a capa de seda azul com o brasão dos viana bordado em fios de prata e fecho de mesmo metal, que havia sido presente de sua querida amiga a Condessa de Cantanhede. Em sua mão esquerda, no dedo médio, um anel com uma safira solitária passava quase desapercebido no conjunto.

Continuaram a viagem em silencio, ou trocando poucas palavras e comentários sobre esta ou aquela outra coisa que se entrevia pelas cortinas.

Chegou o momento em que o carro foi detido por um grupo de guardas, aos quais após o Viana mostrar o convite recebido, abriram o passo para eles seguirem ao imponente edifício sobre a colina frente ao qual se detiveram.

Yochanan foi o primeiro a descer, desdobrando os degraus metálicos ao lado do carro com um golpe de sua bota, estendendo então a mão para ajudar a sua acompanhante a baixar. Baixo a luz do final da tarde e do rubro tinte criado pela luz das tochas, os cabelos dela adquiriam a mesma cor que as baixas nuvens tocadas pelas últimas luzes do Carro de Apolo.

- Senhorita Irises, bem vinda à Sé da Ordem da Bússola de Ouro. - lhe disse enquanto a ajudava a descer do carro.

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Beatrix_algrave


Beatrix estava bastante cansada por conta da cerimônia de coração da qual participara da organização, como membro da Heráldica. Mesmo assim, ela precisava comparecer ao evento para o qual confirmara sua presença. Apesar do cansaço, ela estava animada. Aquele final de ano trazia muitas novidades e a inauguração da Ordem de Mérito Bússola d'Ouro prometia ser um dos pontos altos entre os vários eventos que estavam programados para aquele período festivo.

Certamente ela não poderia deixar de prestigiar a cerimônia especialmente por conta da participação de Yochannan Viana que fazia parte da Ordem. Além dele, John Rafael Viana Lobo também a integrava. Ambos eram membros da Heráldica Portuguesa e seria importante portanto, prestigiar os colegas do Colégio. Depois o convite que lhe fizeram fora tão gentil, que seria um pecado não comparecer.

Ela pensava nisso enquanto preparava um vestido para a ocasião.

Fazia tempo que Beatrix não vestia algo novo, pois estava sempre ocupada com os trabalhos da heráldica e também com encomendas de outros trabalhos artísticos e principalmente roupas. O fato de ainda não ter seu ateliê completamente organizado em um local propício certamente a atrapalhava.

Ali valia o ditado "casa de ferreiro espeto de pau". Ela fizera tantos trajes para atender clientes do seu ateliê e não tivera tempo de fazer nada para si mesma. Mas aquela noite poderia ser diferente.

Decidida, Beatrix pegou um vestido que já estava praticamente pronto, mas que precisava bordar e pregar as mangas e ocupara-se daquilo. Era de um estilo diferente do habitual, mas muito bonito. Era de cetim branco com veludo azul, as mangas eram de linho bordado, e davam um toque diáfano ao vestido.

Não seria possível terminar a tempo se não fosse a ajuda de Laurinda, Clotilde e Atília. Com o vestido pronto, ela fez sua toalete e após vestir-se arrumou os cabelos, prendendo-o e enfeitando-os com uma tiara de flores que Clotilde fizera.

Era curioso ela ter encontrado flores tão bonitas naquela época, mas o arranjo havia ficado perfeito. Ao pensar na época, Beatrix deu-se conta de que talvez aquele vestido não a protegesse o bastante. A noite certamente esfriaria. Uma capa de peles resolveria o problema. Era torcer para não esfriar muito, ou pior ainda, nevar.

Assim que ficou pronta e deu as últimas instruções para que Laurinda tomasse conta da casa e fechasse tudo muito bem, inclusive as janelas com pesados ferrolhos, só então ela despediu-se das amigas com abraços afetuosos e tomou a carruagem com destino a Óbidos, onde a cerimônia aconteceria.

A viagem foi tranquila, pois Beatrix tomara todas as precauções possíveis escolhendo um cocheiro de sua confiança e que conhecia muito bem aquelas estradas. Certamente não poderia dessa vez montar seu querido cavalo Desheret, mas de outro modo teria enxovalhado seu belo vestido azul e branco. Arrependeu-se apenas de ter esquecido suas luvas, pois durante a noite esfriou tanto que chegou a nevar, mas quando chegou a Óbidos, o clima parecia bem mais ameno e agradável.

Não teve a menor dificuldade de encontrar o imponente edifício onde o evento teria lugar. Ao contrário do que imaginava, seu zelo a fez chegar muito cedo, e ainda presenciou os últimos preparativos que eram tomados para a cerimônia.

No interior do prédio, Beatrix pode retirar a capa de peles, pois o ambiente era mais aconchegante. Ali dentro era possível sentir o agradável cheiro de deliciosos assados e isso atiçou o seu apetite, uma vez que mal comera na estrada, com receio de atrasar-se.

Avistou não muito longe da entrada, o Rei De Armas Yochanan Viana e fez questão de cumprimentá-lo com uma vênia.

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Irises


De uma fresta no cortinado do carro fechado, Irises observava a paisagem. As cores do entardecer e a linha esmaecida que se via no céu , delimitando o início da noite, sempre a fascinaram.

Distraia-se e enlevava-se em pensamentos, sendo chamada à realidade pela voz grave do Prior, a fazer algum breve comentário sobre o que viam ou tranquiliza-la sobre a cerimônia da qual participariam. Não que isso fosse necessário, a moça sentia muita segurança em sua presença, como se estivesse protegida n'alguma torre, onde nada menos bom a pudesse alcançar. Podia perder-se em pensamentos livremente...

Aproximavam-se das muralhas da "mui nobre e sempre leal" vila de Óbidos. Irises aprumou-se mais no banco, ajeitou a capa escura e o broche, insignia de Grã Cruz de Ouro da Ordem de Azure, distinção de Maese Comendadora. O vestido bem ajustado, em tons de prata esmaecida, sem adornos que pudessem ofuscar a insígnia que trazia. Brincos discretos, de pérolas solitárias, engastadas em um círculo de prata que as iluminava, eram as únicas jóias que trazia, para além da pequena pedra azul, engastada discretamente em prata, presa no pescoço por delicada e quase imperceptível corrente.
Tinha prendido os cabelos num coque alto, conforme o costume das damas da nobreza, mas não haveriam presilhas que conseguissem domar-lhe a vasta cabeleira ruiva. Passou a mão pelos cabelos e percebeu que algumas mechas já estavam desprendendo-se, e não conseguiria manter o penteado por muito tempo.
Ao parar do carro em frente ao edifício, e enquanto o Prior ocupava-se em desdobrar a escada e descer, questão de poucos segundos, desfez o coque e deixou que os cabelos pousassem livremente sobre as costas e o colo, meneando a cabeça e ajeitando-os como pode.

Aceitou o auxílio para descer do carro, como de praxe, enquanto encantava-se com a beleza e magnificência do lugar. Um tantinho intimidada, mas sem demonstrar, aceitou o braço de Yochanan.

Na entrada, ao ver que o Prior fora cumprimentado pela Dama Beatrix Algrave Nunes de Aragão, membro do Colégio Heráldico do Reino de Portugal, teve o desejo de abraçá-la e elogiar-lhe as belas vestes, mas conteve-se e seguiu o protocolo, limitando-se a sorrir e acenar, com um delicado gesto de cabeça.

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♥by Yoch♥
Beatrix_algrave


Beatrix ao notar que a carruagem trazia além do Rei de Armas, também a Dama Irisesm a quem ele ajudava a descer, e ao perceber que essa se dirigia a Beatrix cumprimentando-a, ela correspondeu o cumprimento com toda a amabilidade e gentileza possíveis. Estava feliz em revê-la e sorrindo fez-lhe uma vênia também.

Além de um delicado colar de ouro que pertencera a sua mãe e das flores que adornavam os seus cabelos, Beatrix não portava mais nenhum outro ornamento.

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Yochanan


Após ajudar a Maese Comendadora Irises a descer do carro, foram ambos cumprimentados por Beatrix, Arauto Lisboa do Colégio Heráldico Português.

- Bons olhos a vêem minha amiga, se nota que estais já mais descansada do trabalho que tivemos nestas últimas semanas. - disse Yochanan após fazer uma ligeira vênia com a cabeça, referindo-se ao trabalho de organizar e coordenar a cerimonia da Coroação de Sua Majestade que ocorrera dias antes, e devido a qual, em algumas partes do reino o festejo ainda continuava.

- Acredito que seja melhor que entremos pois o tempo parece que esfriará ainda mais e ao abrigo destas paredes devemos estar mais protegidos do frio que se aproxima. - Comentou o Viana indicando o caminho que os levaria até a porta.

Ao chegar ao salão foram os três anunciados por um dos criados do Conde de Óbidos, e logo em seguida forma recebidos por outros criados que lhes ofertaram comes e bebes.

Poucos minutos depois se encontravam com o Conde de Óbidos, a quem Yochanan dedicou uma vênia e disse:- Vossa Graça, que este seja um dia de grande jubilo para a Ordem e para Portugal que agora contara com sua ajuda. e fez então uma pausa e apresentou as senhoritas que estavam com ele. - Não sei se já conheces a senhorita Maria Irises Ávila Guimarães, quem fez um excelso trabalho quanto tempo foi mentora da cidade do Porto e que agora dedica longos dias a percorrer o Condado levando ajuda às cidades que o necessitam, - disse indicando a Irises, - e a senhorita Beatrix Algrave Nunes, cuja excelência no trabalho heráldico facilita enormemente meu trabalho no Colégio.- concluiu apresentando a Beatrix.

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Kalled
Kalled chega finalmente a Óbidos, após uma viagem de alguns dias algo conturbada. Havia saído do Norte do país e as estradas enlameadas propícias desta altura do ano não ajudaram em nada.

Logo que chega, encontra o portão aberto e é recebido por alguns criados do Conde de Óbidos, pelos quais é encaminhado para dentro do edifício. Surpreendentemente, não chegou atrasado, como era seu hábito. Avista ao longe a irmã - que não sabia que estaria presente na cerimónia - e decide aproximar-se: - Olá querida, quanto tempo! Estás linda, como sempre! - disse, ao mesmo tempo que lhe ajeitava uns fios de cabelo atrás da orelha. Como correu a viagem?, perguntou, enquanto cumprimenta o Prior da Ordem de Azure, Dom Yochanan, e a Dama Beatrix, que ali faziam companhia à 'pequena' Ávila Guimarães, que lhe recordava a avó Clara, igualmente ruiva.

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Gwenhwyfar


Gwen chegou a Óbidos, perguntando-se se teria tempo para uma ginginha. Contudo, o dever mandava. Assim, mandou que a conduzissem à propriedade da Ordem, onde se dirigiu ao sobrinho e o cumprimentou efusivamente. Depois, foi cumprimentar os convidados.

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Monsterguid


O Vigário levantou logo cedo. O sol ainda não havia aparecido no horizonte, talvez por um quarto de hora de diferença entre o levantar e o nascer do sol. Em silêncio caminhou de seu dormitório, nas terras da Paróquia de Aveiro, e foi para a cozinha. Há menos de três dias estivera no Condado de Vilar Maior – visitas cada vez mais espaçadas, visto que a viagem o cansava em demasia –, decidira, pois, para não enfrentar o longo caminho, partir de Aveiro em direcção à Óbidos.

Na cozinha o velho Vigário esquentou um grande balde de água em temperatura suportável e levou-o para a sala de banho, despejando a água numa banheira circular. Precisava banhar-se antes de ir para tão distinta cerimônia. Não estava de batina, mas vestia uma
Chemise de nuit branca, que cobria-lhe do pescoço até o joelho. Depois de limpo, o Clérigo retornou ao quarto. Em seu guarda-roupa havia três batinas, duas pretas – uma já mais antiga e outra nova – e uma batina violácea, usada nos Dicastérios Romanos. Não teve dúvida alguma. Vestiu a batina violácea Romana e puxou o ferraiuolo de igual cor. Colocou o anel Condal na mão direita e o anel de tanzanita na mão esquerda, por fim vestiu também o Colar de Tosão. Seu calçado, geralmente botas marrom escuras, fora trocada por sapatos pretos – muito bem limpos.

Retornou à cozinha, agora já movimentada pelos funcionários da Paróquia, teve sua refeição – regrada refeição, como pedia as grandes regras da vida Regular da Igreja – e com o sol das 9 horas, próximo do momento em que Júpiter põe-se, o clérigo partiu em direcção do Condado de Óbidos – o glorioso Condado de seu sobrinho, antes pertencido à seu primo, Dom Nortadas de Albuquerque, que fora Rei de Portugal.

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Beatrix_algrave


Beatrix aceitou de bom grado o convite do Prior da Ordem de Azure para entrarem no edifício. Foi com grande alegria que ela recebeu de um dos criados, um cálice de vinho, que lhe deu novo ânimo.

Ao ser apresentada ao Conde de Óbidos dedicou-lhe uma vênia. Depois disso, ela sorriu e corou um pouco, agradecida ao prior Viana por aquela apresentação tão gentil.

Aos poucos ela notava que mais convidados iam chegando trazendo mais calor e alegria ao grande salão. Para aqueles que a cumprimentavam, Beatrix dedicava uma vênia ou um sorriso, às vezes ambos, dependendo do grau de proximidade que tinha com algum dos convidados. Enquanto degustava o vinho observava algumas pinturas que decoravam o salão. depois de uma volta ou duas, cumprimentando conhecidos, ela sentou-se em uma cadeira que ficava próxima a uma janela de onde poderia perfeitamente admirar o jardim.

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Monsterguid


O Coche negro do Conde-Vigário chegou aos portões do Condado de Óbidos, depois de uma viagem demorada e cansativa.
Antes de descer, fora servido ao Vigário água fresca. O acólito que o serviu também lhe ajudou a descer. Estava pouco curvado, mas andava em passos de velocidade moderada – era servo do Deus que
alegrava sua juventude. E não apenas alegrava, mas trazia-a de volta –. Com atenção observou todo o Condado que lhe estava disponível à visão. Estava maravilhado. Aquele era realmente um Condado próspero.
O pobre Condado de Vilar Maior não se encontrava em tão boas condições, mas não faltava para seus poucos habitantes comida, moradia, segurança e fé.


- Lembre-me, rapaz, que perguntar para meu sobrinho se ele deseja aproximar os Condados por meio de um acordo comercial.

O acólito acenou afirmativamente com a cabeça, duas vezes enquanto o clérigo continuou sua caminhada pelos jardins. Avistou ao longe o nobre amigo Viana, e foi ao seu encontro. Talvez um ou mais anos separassem a última vez que sentaram-se para conversar.

- Bons olhos o vejam, meu amigo! Disse, enquanto estendeu a mão direita para ser beijada e levantou a mão esquerda na altura do peito, deixando à vista o anel de tanzanite. Era uma mensagem silenciosa entre os dois. - Jah abençoou enormemente a família dos Viana. Veja só, és um homem forte e importante, e conheço-o desde a mocidade. Talvez Jah tenha abençoado mais a mim, pela honra de ter tão distinto amigo.

Com uma vénia cumprimentou dama Irises. A idade traz consigo o inesperado: já conhecia a dama e, por lapso da memória, esquecera o momento ou não a conhecia e deveria apresentar-se? A dúvida corroia o velho homem, pois seria enorme falta de respeito dizer que havia esquecido de uma bela dama, e seria pior ainda não ser polido o suficiente, como lhe ensinara sua mãe durante sua juventude.

Ao ver que duas damas, Dama Maria Irises e Dama Beatrix Algrave, estavam agora próximas, o clérigo, de forma a manter-se polido, teceu um elogio à beleza, o
κάλλος do qual os gregos tanto elogiavam como via para atingir-se à realidade supraceleste.

- Minhas Damas, poucas vezes, e principalmente em poucos lugares, Jah nos presenteia com tanta beleza. E que beleza maior pode haver do que nas damas portuguesas? Alguns falam de damas francesas, mas a beleza está em Portugal. Nossas terras receberam a bênção divina. Vossa beleza inunda-me o ser.

Com um sorriso, e mais uma demorada vénia, o clérigo sentiu-se aliviado. Havia conseguido cumprimentar com polidez.
Com o convite do amigo decidiu acompanha-los para dentro do castelo, em busca de seu sobrinho. Caminhou em passos medianos, novamente. Os elegantes passos das damas confirmavam seu andar – pois um homem que recebera educação nobre deveria acompanhar em seu andar o andar das damas ao seu redor. Não as imitar – pois o pisar masculino – forte e pesado – era o total contraste do pisar feminino – leve e silencioso.

Ao ver aproximar-se, cumprimentou também Dom Kalled e foi beijar as mãos de sua tia Gwenhwyfar de Albuquerque, o exemplo de toda sua vida e a pessoa que o criará desde a terrível morte de seus pais.

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Gwenhwyfar


O rosto de Gwen abriu-se num largo sorriso ao ver o seu adorado sobrinho aproximar-se.

- Meu querido! Como estás? Há imenso tempo que não te via!

Beijou-o no rosto com afecto e comentou:

- Nunca mais vieste ver a tua tia, e logo agora que tenho uma novidade para partilhar -olhou em volta e comentou:- Aqui não. Mas regressa com a titi e partilhamos tudo de volta de um cálice de ginja. Macacos me mordam se saio de Óbidos sem beber o néctar dos deuses!

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