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[RP] O rei está vivo? Caça ao impostor

Pekente


Já havia alguns dias que um individuo que se intitulava o finado rei pedro surgiu. Em sua primeira aparição, Pekente e Chronnos foram dois dos primeiros a ver o fantasma, junto com mais alguns cidadãos do reino, sempre a dizer poucas palavras e a sumir. A noticia estava a causar medo e preocupação a todos os cidadãos do reino que o viam, já bastava a crise no reino que todos enfrentavam, agora fantasmas estavam a caminhar entre os vivos.

Será que realmente eram fantasmas? Chronnos e Peke estavam determinados a saber quem realmente era este Pedro. Peke havia pedido ao Chronnos para enviar uma mensagem a Coimbra e logo foi a encontro de seu pai para divulgar a ele o que havia testemunhado.

A reação de seu pai foi a que esperava, o Regente estava surpreso, Peke ainda havia percebido umas poucas lagrimas a cair dos olhos do pai, coisa rara de acontecer, Peke abaixou a cabeça em silencio e esperou o regente recobrar o equilíbrio indestrutível que seu pai sempre teve. Logo voltaram a conversar sobre o ocorrido, o fato extraordinário não seria reconhecido pela coroa, tanto por ser algo fora do comum, quanto como esta noticia poderia agravar os eventos críticos que já estavam a acontecer em Portugal.

Fora instituído por Dalur que Pekente deveria ir de encontro a Chronnos novamente, ambos tinham a missão de começar uma investigação. Perguntar e agir com uma grande discrição, trabalhariam juntos, assim, para descobrir quem era que estava por tras destes acontecimentos.


O RP é aberto a todos que tenham interesse de participar. So pedimos para que os jogadores se respeitem, pois haverao amigos e rivais na historia, outros personagens tambem serao convidados a historia. Espero que se divirtam

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"Ser bom é facil, dificil é ser Justo"
Chronnos
Enquanto isso, na noite da aparição

Aquela noite estava sombria. Sempre ouvira que não era seguro andar pela madrugada pelas ruas, mas Chronnos sempre fora um aventureiro. Ao contrário de perigo, o Visconde de Coimbra sempre tomara os passeios à noite como boa companhia. Como sempre dizia ao amigo Perseu: "A lua é uma ótima conselheira!"

A Praça Pública de Portugal estava como sempre: quieta, sorrateira. Afinal, na madrugada não se via pessoas de família com muita frequência. Apenas aquele lado underground do Reino costumava sair das tocas.


É uma pena Perseu!, falou. Queria muito ter conhecido a Casa da Babilônia. Já imaginou como estas noites seriam mais divertidas. Talvez até mesmo meu humor no Conselho seria melhor.

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"Essa é a qualidade do guerreiro: entender que vontade e coragem não são a mesma coisa."Paulo Coelho
Perseu
Perseu estava ali caminhando com Chronnos. A amizade entre eles parecia ter sido predestinada.

Seu avô Hades havia servido o Príncipe Amigo Solitario por toda a vida. E mesmo na velhice, serviu os Marqueses de Valença tão logo se casaram.

Seu pai também passou a vida toda servindo o Marquês Horacius e a Marquesa Sbcrugilo e desde muito novo ele falava com Perseu que seu trabalho naquela família seria servir e cuidar do filho mais novo do casal que em breve retornaria de seus estudos na França.

Evidente que no início, Perseu achava aquilo um porre. A ideia de servir um fidalgo almofadinhas que chegaria da França com a pompa de um Rei lhe parecia incomensuravelmente chato.

Todavia, com a chegada de Chronnos, Perseu foi vendo que servi-lo não era ruim como pensou. Apesar de arredio e rebelde, Chronnos não se parecia com nada que a palavra "Nobreza" lhe fazia lembrar. Era um homem de armas, apesar de também ter estudado sobre Política e Direito no Reino de Levan e aos poucos, a relação entre um e outro se transformou numa grande amizade.

Evidente que não poderia ser uma amizade normal. Perseu adorava a ironia e provocar seu Senhor.


Como se você precisasse de uma casa de quengas para arrumar mais encrencas. Já não basta as encrencas que eu lhe salvei?
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Chronnos
Além de insolente, você parece bêbado! Se eu dependesse de um lerdo para me tirar de confusões, estava já enterrado.

Entre as troca de farpas, os dois continuavam caminhando pela Praça. Tudo parecia normal até que Chronnos teve a impressão de ter visto algo que jamais imaginou ser possível: Pedro I, o Rei finado de Portugal.

A mão do Sagres foi de encontro a espada sentindo o suor gelado lhe descer pela espinha que lhe foi cortada pela mão de alguém em seu ombro


Você não está louco, disse Pekente. Nem viu um fantasma, eu também o ví. O Finado Rei Pedro, ou alguém muito parecido com ele, é o que acredito, que tenha sido um impostor, sugiro que mande essa noticia ao Conselho de Coimbra, eu enviarei a mesma noticia para o meu pai, o Regente. Seja quem for, descobriremos quem é.

Você também viu isso? Preciso avisar ao Conselho. Perseu, vamos aos cavalos. Vamos mudar nossa rota. Não vamos mais para Leiria, vamos para o Castelo.

A essa hora?, disse Perseu. Chronnos, talvez fosse melhor esperar pela manhã. Não deve ter ninguém no Castelo essa hora. Fora que, em meio a escuridão, acaba sendo confundido pelos guardas e levando uma flechada.

Ninguém vai me confundir e tampouco impedir minha entrada. Sou Conselheiro esqueceu? Além disso ainda sou o Visconde de Coimbra e não preciso de hora pra entrar no Castelo. Além do mais, certamente Amber está lá. Tem ficado a madrugada toda no Castelo trabalhando no projeto da FAC.

Está claro que alguém está se fazendo passar pelo Rei, Perseu. Quanto antes o Conselho ficar sabendo disso, melhor.


A viagem pela estrada à noite sempre se mostrava mais difícil. Em alguns pontos da estrada, mais próximos à Capital, bem como da entrada das povoações era possível encontrar archotes iluminando o caminho. Mas para estrada à dentro, a caminho do Castelo, a estrada era escura.

O Juiz de Coimbra e Perseu só tinham como guia o conhecimento que tinham da estrada e as espadas que garantiriam defesa em caso de qualquer ataque.

Cerca de uma hora de cavalgada, eis que aparece imponente o Castelo de Coimbra.

Chronnos estava com uma capa preta, cujo capuz lhe cobria o rosto. Na estrada, não era interessante que se identificasse tão claramente e estar anônimo, coberto pela capa lhe garantia segurança.

Como Perseu havia falado, com a subida do Visconde pela ponte que se sobrepunha ao fosso, os guardas já se juntaram e pediram identificação.

Sem parar e demonstrando muita pressa, Chronnos retirou o capuz.


Excelência, perdão. Mas o Senhor aqui essa hora?, diz um dos guardas.

Sim. E até onde eu saiba, isto não é problema seu. Tem algum Conselheiro no Castelo?

Sim, Senhor. A Marechal Amber estava na Torre das Forças Armadas até onde sabemos.

Excelente. Vou falar com ela. Redobrem a vigilância. Tenho a sensação de que podemos estar sendo vigiados. Garantam que ninguém, além dos Conselheiros entrarão no Castelo agora à noite.

Sim, Senhor.

Chronnos caminhava pelos corredores e quando notou, estava correndo pelas escadarias que levavam à Torre das Forças Armadas. Tantas vezes subira por aquelas escadas e nunca as tinha sentido tão altas.

Depressa Perseu, precisamos encontrar Amber.

O Portal que guardava a Sala do Estado Maior se colocava logo após a subida da escada. Perseu empurrou uma das portas e por ali, Chronnos entrou.


Amber, preciso falar com você. Uma coisa muito estranha está acontecendo. Eu vi alguém na Praça e estava se vestindo e falando como Pedro.

Alguém está se fazendo passar pelo Rei. Preciso de sua ajuda para que possamos descobrir o que está acontecendo. Tenho medo que este assunto possa trazer alarde ao povo e desequilíbrio, principalmente quando estamos neste impasse para a eleição do novo Conde.

Alguém está se fazendo passar pelo Rei de Portugal e tem algum motivo para isto!

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"Essa é a qualidade do guerreiro: entender que vontade e coragem não são a mesma coisa."Paulo Coelho
P_cardoso
Erro meu por favor eliminar
Aka_amber
Amber assinara um último documento e descansava a cabeça nas mãos por um instante quando Chronnos adentrou a torre das Forças Armadas de Coimbra num rompante. A Marechal saltou de espada em punho.

- Pela Deusa, homem! Quer me matar do coração?!

Enquanto ela guardava novamente a espada no cinto, seu cérebro processava a informação.

- Mas que raios...já não bastava o pouco juízo que o rei Pedro tinha...um impostor então...o que será que estará planejando? Só pode ser alguma palhaçada, algum plano sórdido daquela corja de Monfortes e seus lacaios Cristos e Queques...

A Marechal para de andar por um momento e olha para a porta aberta, dando conta da presença de Perseu.

- Onde estão meus guardas? Eu deixei pelo menos uma dupla de soldados em cada passagem do Castelo, como passaram?

Nesse momento um rugido de dor corta a noite, interrompendo-os. Amber e Chronnos trocam um breve olhar...
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Chronnos
Em meio ao susto que Amber levou, Chronnos contava o que ocorria enquanto Perseu permanecia quieto, mas ofegante, próximo à porta.

- Mas que raios...já não bastava o pouco juízo que o rei Pedro tinha...um impostor então...o que será que estará planejando? Só pode ser alguma palhaçada, algum plano sórdido daquela corja de Monfortes e seus lacaios Cristos e Queques...

Você acha? Mas independentemente das divergências políticas, qual, pelos demônios, seria o motivo que alguém teria para se fazer passar por um Rei?

Dado o questionamento, Amber andava de um lado para o outro tentando encontrar uma resposta, até que parou de repente.

- Onde estão meus guardas? Eu deixei pelo menos uma dupla de soldados em cada passagem do Castelo, como passaram?

De fato estavam em todos os portões e quase não nos deixaram entrar por eu estar encapuzado. Mas tão logo tirei o capuz, eles me reconheceram. Ainda sou o Visconde, não ousariam barrar minha entrada nem de quem estivesse comigo.

Mas pedi, por via das dúvidas, que redobrassem a Guarda e que não permitissem a entrada no Castelo de ninguém que não fosse comprovadamente um Conselheiro.

Entretanto existe algo escondido. Até onde eu sei, o Selo Real está em posse do...


Um rugido de dor que corta a noite interrompe o raciocínio do jovem Sagres. Após trocarem olhares, Perseu se manifestou

Chronnos, isto veio do Portão Sul.

A constatação foi o suficiente para que os três saíssem dali correndo, descendo as escadas da torre.

Algo, porém, passou despercebido: uma sombra se ocultava no fim do corredor. No extremo oposto à entrada do Estado Maior de Coimbra.

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"Essa é a qualidade do guerreiro: entender que vontade e coragem não são a mesma coisa."Paulo Coelho
Pekente


Naquele mesmo momento, mas distante dalí

Pekente estava a dirigir-se a uma estalagem próxima a praça Publica. O plano era esperar o retorno de Chronnos, mas o suposto rei apareceu mais uma vez e isto o preocupava, então ele resolveu fazer uma investigação por sua conta enquanto as pistas apareciam e as pessoas lembravam do que ocorria nas discussões da praça... O "Rei" apareceu abertamente desta vez, mas incrivelmente ele sumiu mais rápido do que surgiu.

Os interrogatórios que fez com algumas pessoas não o levou a muita coisa, apenas que o rei falava pouco e que a voz era semelhante a primeira aparição dele. Peke fez o que pode pelo dia e já havia escurecido, ele caminhava sobre uma lua que refletia um pouco de luz para as ruas escuras, algumas lanternas davam uma visao do que ocorria perto, Pekente estava a virar a esquina da estalagem quando ele percebe que ha algo errado e que nao esta sozinho. Tres sombras surgem em direção a um beco escuro. Peke percebe que os homens tinham ele como alvo, desembainhando sua espada e sem caminho de fuga, Peke prepara-se para o perigo que estava a ameaça-lo

Rostos cobertos risadas maleficas e mesmo assim silenciosas, parece que os homens estavam satisfeitos que ele tinha chegado... O jovem Pekente estava em perigo.

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"Ser bom é facil, dificil é ser Justo"
Encapuzados


Eram três homens que ha muito esperavam ali, já estavam irritados com a demora mas o ouro que cada um havia recebido valia a espera, 300 cruzados para cada um, dava para ouvir o barulho das moedas a balançar nas bolsas quando eles andavam.

Os homens estavam de capuz, vestidos com roupas negras como a própria noite, dando um belo disfarce nas sombras as quais se esconderam por horas. O serviço era simples matar um curioso que estava se intrometendo onde não devia... O contratante, nem eles mesmos sabiam, chegou tao misteriosamente como desapareceu, apenas contratou os serviços daqueles homens. Um assassinato, um serviço que eles já fizeram varias vezes mas não por tanto dinheiro, certamente a vitima era importante ou alguem realmente o queria morto.

Um dos homens carregava um punhal, com algumas marcas, punhal que fora dado pelo contratante, a única instrução era cravar o punhal na vitima, ele provavelmente queria deixar algum aviso. O segundo homem tinha feições péssimas, uma cicatriz o deixara cego de um olho no passado. O terceiro tinha barba e era mais velho que os outros dois, certamente era o líder do bando pois ele que os amaldiçoava quando faziam barulho.

Tarde da noite o Alvo deles apareceu, o homem o qual o contratante queria morto, batia com as características que o contratante tinha dado para reconhece-lo. O sorriso escancarado no rosto de cada um dava a entender a satisfação da espera ter acabado. Quando saem das sombras o homem percebe a presença deles, mas já é tarde, ele esta encurralado e não ha como fugir sem lutar com os três...

"Um trabalho fácil" eles pensaram, e estava sendo mesmo... Até agora...
Ltdamasceno


Braga, 9 de Março de 1463.

Quatro dias após o fim do torneio de arco e flecha do Porto, os céus fecharam-se e uma chuva torrencial estendia sua fúria pela a costa nortenha. O porto naval recém reformado barrava com vigor as fortes ondas que lhes eram arremessadas pelo o Único. A vista mais parecia com uma benção, do que com uma maldição. Os ventos levaram a chuva até o interior do Condado alcançando Braga.

Damasceno entrara correndo numa taverna para tentar proteger-se da chuva, estava encharcado, ali haviam Templários conversando em voz alta e bebendo. O mouro aproximou-se do balcão, pediu uma cerveja e sentou-se em silêncio para desfrutar de sua bebida. Até então nada de incomum acontecia exceto o fim do mundo lá fora, quando ele nota a presença de quatro figuras sentadas do outro lado da taverna, falavam tão baixo que os risos e as gargalhadas dos soldados Templários impediam o mouro de ouvir qualquer fração do que era dito naquele lado do recinto. A feição e o olhar ríspido dos homens ali sentados deixava evidente para o mouro que tipo de gente era e o que estava acontecendo ali.

Mercenários... Pensou ele. Faz tempo que não há gente desse tipo por aqui. Alguém deve ter mexido com o que não devia. E então o mouro bebeu um gole da sua caneca de cerveja.

Devo eu descobrir do quo se trata esse negócio? Perguntou-se. Nah, melhor não. Não me diz respeito em nada... O mouro bebe mais um gole da cerveja, mas então reconsidera. Mas pode ser contra alguém importante e querido... Damasceno olha novamente para as quatro figuras sentadas naquele lugar. Bom, não estou fazendo nada mesmo. Pensou ele, concluindo de uma só vez a sua cerveja e levantando-se rumo ao canto da taverna onde estavam as quatro figuras, fingiu um leve desmaio e caiu no chão à três ou quatro metros de distância da mesa mercenária. Os soldados Templários nem sequer notaram a queda do mouro, estavam acostumadas com gente bebendo até cair e ficar no chão até que alguém familiar o tire de lá. A reação da roda mercenária não foi diferente e continuaram a conversar.

- Trezentos cruzados pela cabeça do homem que ficou em segundo lugar no torneio do arco e mais trezentos cruzados para cada um que estiver envolvido também. A voz era simples e direta, parecia que era aquele quem dava as cartas. Damasceno tentou abrir um só olho para ver o rosto de onde vinha a voz e parecia reconhecê-lo de algum lugar... - Não o façam a luz do dia, sigam-no até o inferno se necessário, mas não sejam vistos! Concluiu o mandante, parecendo entregar o que Damasceno pensou ter visto ser uma faca, adaga ou punhal.

Segundo lugar no torneio de arco? Mas este foi o Pekente. Pensou o mouro, concluindo de quem se tratava o alvo. Mas o Pekente nunca fez nada demais, porque alguém iria querer tanto assim matá-lo? As figuras desprezíveis levantaram-se e partiram para fora da taverna enfrentando a chuva. Damasceno não conseguiu ver para onde fora o mandante. Quando se foram, ele levantou, aproximou-se discretamente da mesa de onde estavam os mercenários e viu que haviam deixado moedas para pagar a conta. Moedas novas, novinhas, como se tivessem sido cunhadas na noite anterior. O mouro pegou uma delas para si e deixou outra que tinha consigo no lugar, aproximou-se do balcão e perguntou ao taverneiro: - O Manoel já voltou de Coimbra?

- Não. Respondeu o taverneiro de forma direta.

Damasceno coçou a nuca e respirou fundo. Aquilo tudo estava muito errado e justo num dia em que ele não queria se molhar.

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"E eu testemunharei que não há ninguém digno de adoração, exceto o Único."
Arqueiro


12 de Março de 1463, em algum lugar próximo do Castelo Real.

Um ser habitava as sombras daquele noite. Camuflado e silencioso permaneceu enquanto seus olhos seguiam os três homens encapuzados. Eles eram desleixados, falavam alto, o tipo de gente que costuma morrer rápido quando enfrenta um desafio a altura.

Quando não havia mais ninguém nas ruas da cidade, os três avançaram rumo a um cidadão que estava andando pelas ruas. Os três o encurralaram e o cidadão viu-se cercado, armado somente de sua espada.

O ser que habitava as sombras retirou sua flecha lentamente e pressionou-a contra o seu arco, respirava fundo e tranquilamente enquanto ansiava pelo o sangue que seria ali derramado.

A flecha foi disparada.

O que parecia ser o líder daquele grupo foi atingido e caiu ao chão, gemendo de dor.

O ser sorriu e preparou a segunda flecha lentamente enquanto mantinha-se habitando as sombras.
Pekente


Pekente estava em apuros, os homens não pareciam ser bem treinados, mas estavam todos armados e três espadas contra uma era um desafio ate em maos destreinadas.

Os assassinos sacam suas espadas e entram em posição para avançarem juntos contra sua vitima. Enquanto Pekente temia que seu destino estaria ali findado, algo inesperado acontece...

Uma flecha repentina atinge letalmente um dos homens, o individuo, que estava a frente do trio caiu poucos segundos depois que a flecha atravessou seu pescoço... Tanto Pekente quanto os outros dois criminosos estavam surpresos e confusos sobre o ocorrido, ate uma segunda flecha atingir o homem que tinha a adaga, sendo, também, ferido mortalmente.

Naquele momento Pekente percebeu uma oportunidade e avançou rapidamente contra o terceiro homem que ainda estava confuso com o que ocorria e com uma estocada, enterra sua espada no peito esquerdo do homem incerto do que aconteceu ate sentir a dor do ferimento infligido e o sangue chegar em sua garganta antes de sua morte.

Peke então vê uma sombra em um lugar mais elevado. As flechas vieram de la, pelo menos era o que a direção mostrava. Logo a sombra desce do edifício desaparecendo no vão escuro que a noite trazia, se ele viria encontra-lo ou sumir... Só o tempo e a consciência daquele homem tinha a resposta.

Pekente queria agradecer o homem que o salvara, mas voltou a sua percepção aos três corpos no chão ali. Peke pos sua atençao na adaga, quando a sentiu em sua mao, ele percebeu, o peso dela era leve, seu gume estava em perfeito estado e seus detalhes não eram feitos por ferreiros para pessoas comuns.

- Esta adaga é mais ornamentada para decoração que para guerra

Certamente não era qualquer um que tinha esta arma, e as bolsas cheias de moedas demonstraram que cada um foi bem pago. Não eram assaltantes comuns, eram realmente assassinos contratados.

Pekente então, já cansado de tudo que acontecera aquela noite, esperou os guardas aparecerem, explicou o ocorrido e manteve a adaga consigo, mandando apenas uma mensagem ao seu pai explicando-lhe o que tinha acontecido. Após todos estes acontecimentos, Peke foi para a Taverna da estalagem a qual esteve instalado por estes dias para beber um pouco, pensar sobre o que aconteceu este dia e... Descansar.

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"Ser bom é facil, dificil é ser Justo"
--O_cavaleiro_negro
O Cavaleiro Negro pára junto a uma estalagem na estrada. Traja uma longa capa negra e tem a cabeça totalmente coberta, como se não quisesse ser reconhecido e desejasse confundir-se com a própria noite. Observa cauteloso o cruzamento e só depois desce do cavalo. Antes de entrar, olha através da pequena janela da taverna e analisa cuidadosamente a clientela. A taverna está cheia e barulhenta, o que parece agradar ao Cavaleiro, que entra discretamente e se senta no balcão, ao lado de Pekente de Monforte. Sem hesitações, dirige-se de imediato a ele:

- Dom Pekente de Monforte, presumo! Soube que estava alojado nesta estalagem e decidi falar consigo. Tenho informações sobre esse misterioso homem que se anda a fazer passar pelo Rei.

A porta abre-se e o Cavaleiro olha bruscamente para trás, enquanto abre a capa para melhor aceder à espada que transporta à cintura. Ao ver dois camponeses embriagados, descontrai e vira-se novamente para Pekente:

- A forma como o impostor se comporta é bastante reveladora. Imita o Rei na perfeição, mas não o homem por detrás da coroa. Reproduz a postura habitual de D. Pedro, que se dirigia à multidão com a mão direita encostada ao peito, mas não conhece os motivos que se escondem por detrás desta pose. Há muito que Pedro, em momentos de tensão, se habituou a apertar entre as mãos o medalhão que trazia sempre ao pescoço. Uma oferta de Dom Guido de Albuquerque, comprada numa das suas viagens a Roma. É um pequeno medalhão de ouro com um retrato de Aristóteles gravado na frente e, no verso, a frase Eu acredito na acção divina. O impostor nunca jogou poker com o Rei, ou saberia que aquela mão no peito está a apertar o medalhão! Nunca percebeu que o Rei, quando se dirigia a multidões, procurava no medalhão o conforto e a coragem para enfrentar a timidez. Durante a sua aparição na Praça, o impostor manteve a mão junto ao peito, mas nem por uma vez tocou no medalhão. É alguém que conheceu o Rei, mas que nunca privou com o homem e que desconhece os seus segredos.

Tornava-se agora evidente que o misterioso cavaleiro era alguém muito próximo do Rei. Dirigia-se a ele como Pedro e parecia não esconder o seu afecto pelo monarca.

-Estive presente no início dos ritos fúnebres, quando o corpo pálido e inerte do Rei foi metido na mortalha. Saí após a leitura do testamento e antes do Rei ter sido colocado no túmulo, mas vi claramente que tinha o medalhão ao pescoço e o sinete real no dedo. Lembro-me de ter pensado que o medalhão deveria ter sido entregue a Dom Guido, como sucedeu aos restantes objetos religiosos do Rei, mas não dei muita importância a isso.Temo que alguém tenha arranjado forma de aceder ao cadáver e furtado tanto o medalhão como o sinete...

A porta abre-se novamente, mas, desta vez, surge um homem também trajado de negro, que faz um sinal discreto ao Cavaleiro. Este ergue-se e, antes de sair, diz a Dom Pekente:

- Não acredito que alguém da família Real esteja envolvido, mas duvido que, no ambiente atual, estejam muito disponíveis para falar. As minhas suspeitas recaem sobre os Irlandeses. Facilmente poderiam infiltrar alguém no funeral e têm tudo a ganhar com o aparecimento de um terceiro pretendente ao trono. Se assim for, tome cuidado. A sua vida corre perigo e os Irlandeses não vão querer ninguém a meter o nariz neste assunto.

O cavaleiro sai da taverna e dirige-se ao homem que o chamara. Este entrega-lhe um conjunto de cartas amassadas e diz-lhe:

- Camarada, estou a ser perseguido por um grupo de Irlandeses. Entrega tu estas mensagens ao Conde Caminheiro, enquanto eu os tento afastar de ti. Viva a Resistência!

Ambos montam nos seus cavalos e partem a galope em direcções diferentes.
Beatrix_algrave


13 de março de 1463, em Alcobaça.

Naquela manhã ensolarada de Março, Beatrix estava tão atarefada em organizar os preparativos de seu casamento que quase não deu ouvidos ao boato que lhe trouxeram. Ela estava provando o vestido que usaria naquela tarde, enquanto Laurinda fazia os últimos ajustes, a ajudante que contrataram exclamava com olhos arregalados.

Mariazinha: - Sabe o que andam cochichando na Praça? Que o rei morto voltou e andou falando do fim do mundo. Ele voltou lá do inferno, donde vive o "cão" sem nome e que vai cair fogo e enxofre e acabar com tudo. Jah tenha misericórdia!

A mulher disse e persignou-se.

Beatrix ouviu aquilo com ar de incredulidade.

- Que absurdo! Essas histórias que inventam...Deve ser alguma brincadeira de muito mau gosto.

Ela disse meneando a cabeça. Ouvira contar histórias semelhantes sobre o outro rei, Lucas, que seu fantasma vagava pela Corte dos Nobres e pela Praça. Que fora visto em uma ou outra reunião.

Mariazinha: - Mas juram que era ele, senhora. Ou alguém que era escarrado e cuspido o falecido.

Laurinda distraiu-se a sorrir do "escarrado e cuspido" e espetou Beatrix.

- Ai, Laurinda.

Laurinda: - Desculpe, Beatrix. Eu também ouvi essa história, mas não havia nada de fim do mundo, dizem que ele mal falou, mas que era mesmo muito parecido. Que tempos são esses?...

Laurinda suspirou pensativa e continuou seu trabalho.


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Sirman


Sirman ao passar pela Praça Pública, ouve um boato de pessoas a falarem:

- Já ouviste as novas? Disse o desconhecido

- O quê amigo? Respondeu o outro

- Dizem que afinal o Rei ainda está vivo ou então é um impostor! Exclamou o desconhecido

Sirman após ouvir a conversa, intromete-se:

- Perdoem-me meus caros amigos, peço perdão mas não consegui deixar de ouvir a vossa conversa mas o que dizem é mesmo verdade?

- Sim é mesmo verdade! Afirma o desconhecido

Após ouvir a confirmação, Sirman continua a seguir seu caminho, pensando para si mesmo se será mesmo verdade ou não, decide tirar a história a limpo.
Sirman começa então, não a busca pelo Rei "renascido", mas sim pela busca da verdade.

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