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[RP] Funeral de SMR D. Martin d' Varos Dias de MortÁgua

Eduardo


Os sinos da Catedral do Reino tocam a repique com o funeral de SMR D. Martin d' Varos Dias de MortÁgua prestes a começar, que será oficializado por SE Eduardo Cardeal-Próspero e foi solicitado por Beatrix Algrave Nunes, em nome da Coroa de Portugal.




O Cardeal-Primaz termina os preparativos finais na Sacristia e dirige-se para o altar.

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Sua Eminência D. Eduardo Cardeal-Próspero | Cardeal Nacional Eleitor| Arcebispo Metropolitano de Lisboa | Missus Inquisitionis | Penitenciário Apostólico | XXVI Primaz de Portugal | Vice-Prefeito Português para o Ofício de Imprensas | Professor no Seminário de Viana do Castelo | Tradutor na Vila San Loyats | Professor no Seminário Internacional Inquisitorial Romano
Beatrix_algrave


Beatrix saiu cedo do castelo real onde passara a noite velando o corpo acompanhada da Princesa Real Vivian, a agora regente, e dos conselheiros e amigos. Ainda que tivesse passado a noite nessa tarefa, ela não parecia cansada, apenas levemente abatida. Assim que o seu coche chegou diante da catedral ela desceu com a ajuda de um serviçal do Paço da Figueira e dirigiu-se à nave da catedral, cruzando-a até o altar. Havia silêncio, e nada mais se ouvia além do som do farfalhar das saias do seu vestido, uma vez que o toque dos sinos já cessara.

Ela aproximou-se do Primaz Cardeal, fez-lhe uma reverência e beijou-lhe delicadamente o anel, em sinal de reverência e respeito.

- Vossa benção, Eminência.

Ela trajava um vestido em tons escuros e trazia o véu do luto sobre os seus cabelos ruivos. De fato ainda era muito cedo, e os pórticos recém abertos começavam a receber os fieis para a cerimónia fúnebre. Sentou-se nos bancos mais a frente, para ficar próximo da princesa Real, que não tardaria a chegar. Era seu papel chegar cedo para ver se tudo estaria em ordem. Mas essa era uma preocupação desnecessária, uma vez que o Primaz já tomara as devidas providências para a cerimónia com todo o cuidado e dedicação e os funcionários da Catedral do Reino haviam se esmerado na preparação, como sempre.

Estar naquela catedral sempre lhe trazia lembranças, muitas alegrias e algumas tristezas. Mas agora estava ali, para despedir-se de mais um rei, e prestar-lhe a homenagem final.


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Aravis


Aravis chegou muito discreta para acompanhar a cerimónia, pois soube que seria pública. A última vez que estivera ali foi na celebração de Aristóteles. Ela achava a Catedral do reino belíssima. Pena que o motivo de estar ali fosse tão triste, pela morte do rei.

Ela ficara um pouco surpresa pela notícia, pois na coroação ela achou o rei até moço. E ele morreu assim tão de repente. Pelo visto a morte não escolhe hora. Por isso temos sempre que rezar a Deus e preparar nossa alma.

Ela sentou nos bancos mais atrás. Provavelmente sua prima viria para a cerimónia e seria bom revê-la.
Kriger.ulv


Kriger entra na catedral do reino,para assistir á cerimonia funebre de SMR .
Não gosta muito desses ambientes carregados de tristeza,mas sentiu-se na obrigação de vir deixar as suas condolencias a familiares e amigos do defunto.
Após cumprimentar os presentes,senta-se num lugar vago e fica a apreciar a beleza da catedral,enquanto aguarda em silencio o inicio da cerimonia.

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Redbullvg


Gonçalo estava sentado num cadeirão a ver a colheita do seu campo quando um pajem apressado lhe dá a notícia. Sua Majestade Real falecera e seria realizado o funeral na Catedral do Reino.
Prontamente se vestiu de negro e saiu a galope.

Já perto da catedral ouviu a incessante batida dos numerosos sinos e apressou-se, não querendo chegar depois do fecho dos portões.

À entrada prende o cavalo e repara na extravagância e impecabilidade do edifício, decorado especialmente para esta cerimónia. Entra e depara-se com a grande afluência de gentes que tal como ele decidiram aparecer para um último adeus. Dirige-se diretamente ao altar onde presta homenagem ao Cardeal e procura um lugar de vago p'ra rezar pelo defunto, aguardando o começo da missa.
Talassa


Após ser notificada da trágica morte do rei, decide prestar uma última homenagem ao mesmo. Tira do seu roupeiro um vestido negro e um véu para cobrir lhe os cabelos ruivos, e coloca se me marcha, indo em direção da catedral.

Já na entrada observa a magnificência e a beleza imponente do local. Adentra em silêncio, fazendo o sinal da cruz.
Saúda os demais discretamente e senta-se a meio da catedral, contemplando seu esplendor, onde aguarda o inico da cerimónia fúnebre.

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Non nobis, Domine, non nobis, sed Nomini Tuo da Gloriam"
Quirino


Em meio aos populares que se amontoavam para assistir a missa fúnebre de Sua Majestade o Rei Varos, um homem quase passava desapercebido tentando cruzar o mar de pessoas que se formava em torno da Catedral do Reino.

Quirino Salazar havia feito todo o trajeto desde a Sé da diocese da Guarda onde atuava como Camareiro Diocesano, e em breve, com a ajuda do altíssimo, assumiria o papel de pároco da Guarda pelo que em conjunto com suas vaquinhas o impossibilitariam de viajar por um bom tempo.

Então aproveitava a despedida de Sua Majestade, para uma última viagem antes de assumir suas funções. Não entrou na catedral, mas ficou às portas junto com o resto do povo que pelejava para assistir e era informado a gritos pelos que tinham melhor visão do que ocorria no interior do sacro edifício aristotélico. Apesar de tudo, ainda não se considerava digno o suficiente para cruzar aquelas portas.
Nicollielo
Trajado com suas vestes, o Bispo da Guarda anda cabisbaixo até o altar e o cumprimenta juntamente com o Cardeal Eduardo que ali esta. Após trocar alguma palavras sobre o falecido rei, ele anda até o banco e senta-se, ali passa o tempo meditando enquanto espera a cerimônia iniciar.

Nicollielo havia conhecido Varos pelos corredores do Seminário, porém nunca haviam trocado palavras. Ainda assim Nicollielo o respeitava e o considerava um bom homem e por isto sua morte havia deixado o Bispo entristecido.

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Antonio Carlo Próspero Nicollielo | Cardeal Nacional Sufragâneo | Vice-Primaz de Portugal | Bispo da Guarda | Secretário Lusófono dos Registos Romanos | Professor Estagiário do Seminário Menor de Viana do Castelo | Capelão da Capela de São Karel

Vivian


Vivian desceu do coche em frente à Catedral do Reino visivelmente abatida, cansada e entristecida. A notícia de que o rei havia morrido a pegou de surpresa e ela estava inconformada porque não tinha conseguido se despedir dele. A última vez que ela tinha estado com Varos foi durante um jantar no castelo real para discutir assuntos do reino uns dias antes dele ficar adoentado. Depois disso, ela só teve notícias sobre a saúde dele, até que a última informação recebida não foi nada agradável. Infelizmente, mais um amigo partia para o reino de Jah e desta vez bem precocemente.

Seguindo o séquito real e os guardas de honra que traziam o féretro em cortejo, a Princesa agora Regente entrou no local com um vestido completamente preto, bem como luvas, chapéu e um véu de igual cor e sem cumprimentar a ninguém. Na mão esquerda, trazia uma vela que rapidamente foi acesa no primeiro candeeiro que encontrou pelo caminho, pois ela acreditava que a luz guiava a alma para os céus. A passos lentos, ela caminhou até alcançar o altar para tomar a bênção do Cardeal-Primaz, de forma contida e com a voz baixa. Em seguida, ela se dirigiu ao primeiro banco onde estava sentada Beatrix e então sentou-se ao lado dela em silêncio.

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♛ Princess Regent of Portugal - Countess of Porto - Baroness of Póvoa de Varzim ♛
Eduardo


O caixão, trazido por amigos, entra e é depositado à frente do clérigo.

O Cardeal-Primaz dá um passo à frente:

Caros fieis, estamos aqui reunidos para prestar os últimos ritos ao nosso irmão, SMR D. Martin d' Varos Dias de MortÁgua.


O homem feito de terra e água é por natureza atraído pelo centro da terra, mas a verdadeira amizade elevará a sua alma e se ela for digna de ir ao encontro de Jah ela não se afundará como o seu corpo em direcção ao fogo do inferno, mas pelo contrário ela encontrará a sua verdadeira natureza que é elevar-se em direcção a Jah.

Depois de todos os nossos olhares se cruzarem com o seu, que possa ver, enfim, o teu, Jah.

Jah, não desvies teu olhar do nosso irmão.





Code:
[rp][b]Jah não desvies teu olhar do nosso irmão.[/b][/rp]

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Sua Eminência D. Eduardo Cardeal-Próspero | Cardeal Nacional Eleitor| Arcebispo Metropolitano de Lisboa | Missus Inquisitionis | Penitenciário Apostólico | XXVI Primaz de Portugal | Vice-Prefeito Português para o Ofício de Imprensas | Professor no Seminário de Viana do Castelo | Tradutor na Vila San Loyats | Professor no Seminário Internacional Inquisitorial Romano
Beatrix_algrave


- Jah não desvies teu olhar do nosso irmão.

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Elysa.
A mourinha entra na Catedral trajando o tradicional preto de luto carregado, mas sem seu habitual disfarce. Caminha lentamente olhando à sua volta como que esperando a qualquer momento conseguir acordar do pesadelo em que parece estar presa. Seu coração não conseguia compreender o porquê de "ele" não estar mais entre os vivos. "Ele" que mais do que seu Rei foi seu Conde(ito), seu amigo para todas as horas, seu confidente, seu tudo e hoje nada. A cerimónia decorria indiferente à dor que lhe apertava o coração e não a deixava respirar. É ao tentar focar a visão no banco para se sentar que percebe que esta está turva pelas lágrimas que escorriam sem parar ou serem notadas. Elysa levanta os olhos para o altar e esforça-se por escutar as palavras do servo de Jah. Ouvindo as vozes que a rodeiam repetir a frase do ritual, também ela diz de voz embargada:

- Jah não desvies teu olhar do nosso irmão.

As palavras deixam-lhe um gosto amargo pela entidade a que se referem, mas a mourinha sabe que esta é a forma de homenagear aquele que a Jah serviu com tanto fervor. Põe, portanto, de lado suas próprias crenças e esforça-se por participar na cerimónia segundo os preceitos da mesma.

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Quirino


- Jah não desvies teu olhar do nosso irmão.

As palavras saiam do interior da catedral em muitas vozes, um murmuro quase ininteligível que era repetido pelas pessoas que se aglomeravam do lado de fora.

- Jah não desvies teu olhar do nosso irmão.
repetiu Quirino unindo a sua própria voz àquela massa sonora que se elevava aos céus.
Vivian


Com um nó na garganta, Vivian respondeu:

- Jah, não desvies teu olhar do nosso irmão.

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♛ Princess Regent of Portugal - Countess of Porto - Baroness of Póvoa de Varzim ♛
Kriger.ulv


- Jah não desvies teu olhar do nosso irmão.

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