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[RP] Diário de Bordo – Histórias de uma nova jornada

Sylarnash
Depois de uma noite de sono mal dormida uma vez que fora interrompida inesperadamente, e de um dia bastante complicado com reuniões e preparativos importantíssimos, Sylarnash finalmente conseguir terminar os seus afazeres e momentos antes da hora do jantar, iniciou uma nova entrada no seu diário.


#43 wrote:

    Aveiro, 03 de Maio de 1460

    Ainda mal posso crer. Ainda ontem estive com o rei e ele estava de perfeita saúde, e hoje de madrugada fui subitamente acordado pelo Guarda Antunes, fiel guarda do tio e rei Nortadas, que me informava que o monarca tinha falecido, tinha sido encontrado ensanguentado nos seus aposentos.

    Uma primeira análise, segundo o fiel guarda me contou, revelara que não se tratava de nenhum ferimento infligido, não haviam ferimentos, e portanto não se tratou, à partida, de regicídio. Mas a verdade dos factos é que essa opção não pode ser colocada de parte, como todos nós o Nortadas tinha inimigos, então dada a inveja e sovinice de muitos dos cidadãos mais influentes do reino a lista de inimigos era maior ainda.

    Tive de dar a notícia à família, apesar de já me custar a situação, seria melhor saber-se por alguém próximo que por qualquer desconhecido. Depois de cuidadosamente ter dado a triste notícia, o choque assolou o Castelo da Feira. E não censuro ninguém, é sem dúvida um choque tremendo.






                  Mons. Dom Sylarnash Manuel de Albuquerque


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    Sylarnash
    [Mansão em Aveiro, Condado de Coimbra]

    As duas últimas semanas têm sido de grande agitação e emoção para Sylarnash, por um lado perdera dois entes queridos, não só para ele mas para todo o Reino de Portugal, e por outro lado aquilo que era a candidatura ao conselho de uma lista revelara-se um pesadelo bastante trabalhoso e decepcionante, decepcionante não pela lista ou pelas pessoas que juntou mas pela reles e fútil oposição que se criara - não que Sylarnash não gostasse de uma boa oposição, mas daí àquela ser boa... - a situação preocupante e decepcionante era mais as furadas tentativas da oposição de penetrar na mente dos votantes e fazer passar a mensagem que a lista por onde o Monsenhor concorria e liderava não capaz, fazendo uso de um conjunto de palavreado de baixo calão.

    Sylarnash passara grande parte do seu tempo a gerir a candidatura da Lista Picaretas Independentes, no final daquele dia solarengo de Primavera, o Monsenhor encontrava-se no seu escritório rodeado de inúmeros serviçais.


    - Não, já disse que não! - pronunciava-se com ar descontente o cabeça de lista ao ouvir um dos serviçais. - Não quero saber das politiquices e dos boatos que circulam pelo condado! - Após uma pequena pausa Sylarnash continua - Aliás já tinhas referido a algumas delas ontem, e disse-te no momento que não estou interessado em ouvir nenhum espalhafato do grupo PJ, nós somos superiores a essas coisas!

    - Com certeza, mil perdões, não voltarei a repetir. - respondia timidamente, e inconformado mas fielmente o serviçal que havia anteriormente falado.


    Alguns minutos depois, ainda no escritório, terminando de escrever uns últimos apontamentos daquela reunião de trabalhos, Sylarnash comenta


    - Vamos lá rever novamente o plano de trabalhos! Seguirão dez mensageiros para as cidades de Alcobaça, Viseu e Coimbra. - parando para fazer as contas aos mensageiros, voltando por segundos a escrever no papel à sua frente - As cidades de Leiria, Coimbra e Guarda contarão cada uma com cinco mensageiros para divulgar a lista, as suas ambições e projectos.

    Depois de resumida aquela curta reunião com os serviçais do Sacerdote Albuquerque, a equipa dispersou e Sylarnash pegou por fim no seu diário à já alguns dias intocável e escreveu algumas linhas.


    #44 wrote:

      Aveiro, 10 de Maio de 1460

      Escrevo aqui hoje com um enorme nó na garganta. Encontro-me de luto pela morte do meu Tio e Rei Dom Nortadas e recebi hoje notícias do norte do Reino de Portugal que outro tio meu morrera, desta vez o Cardeal Dom Miguel.
      Como se esta situação já não fosse suficientemente dolorosa, ainda tenho que ouvir a torto e a direito as alucinações de determinadas pessoas menos capazes.

      Recebi ontem conhecimento que boatos insurgiam das profundezas de alguns cidadãos, se é que serão cidadãos ou sem-almas, e possuidores de uma imaginação que não lembra a ninguém. É triste viver numa comunidade onde a maior arma de arremesso político é a mentira e o boato, já lá vai o tempo em que duas, três e quatro listas disputava saudavelmente e de forma coerente a gestão da província, hoje em dia basta enviar meia dúzia de cartazes com a mais estapafúrdia das asneiras que logo se espera que se tenha sucesso.

      Felizmente eu, e o grupo com quem decidi trabalhar pelo bem da província é superior a essas coisas, o trabalho, a dedicação, a verdade, a sinceridade, a serenidade e a transparência são armas mais fortes que quaisquer 'tanga' e é nosso desejo que isso seja visível e que haja punição para aqueles que usam outros meios para procurar sucesso. Se não for mais cedo, Jah se encarregará de cuidar dos malandros que usam do seu pouco poder para tentar serem alguém.

      Rezo para que Jah receba de braços abertos, o Tio Miguel e o Tio Nortadas que foram grandes pessoas e de quem o seu trabalho nos inspira e inspirará para sempre.






                    Mons. Dom Sylarnash Manuel de Albuquerque


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      Sylarnash
      Ao fim do dia, momentos antes de se saberem os resultados das eleições provinciais Sylarnash escreve no seu diário.


      #45 wrote:

        Aveiro, 15 de Maio de 1460

        E quando eu esperava que a política da Província de Coimbra não desceria mais, eis que algo de revelador acontece. O Tio Dom Harkonen escreveu um pequeno conjunto de crónicas onde o mesmo dava a conhecer parte do seu dia-a-dia como governador e as razões pelas quais, depois de muito ponderar e ter sido alvo decidiu deixar a regência e abandonar a pretensão ao trono. As razões são de facto chocantes e os factos apresentados demonstram perfeitamente o tipo de pessoa com quem lidamos na esperança de serem pessoas honráveis e de alta classe e nunca julgamos vir a conhecer as suas verdadeiras facetas.

        Por outro lado, as eleições para o próximo conselho bimensal da província terminam hoje. A população tem-se movimentado em massa em direcção às urnas para votar, espera-se que seja uma votação renhida, apesar de a lista adversária ter imensos cidadãos a tapar buracos e outros com imensas faces. Mas tenho visto também coisas que nunca esperei ver. E espero que a província decida em consciência, usando as suas atribuições para pensarem e votarem por si e nunca seguindo colados às intrigas, boicotes e boatos criados.

        Segue ainda o seu curso a campanha para o trono, agora sem o tio Harkonen, e apenas com uma candidata.






                      Mons. Dom Sylarnash Manuel de Albuquerque


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        Sylarnash
        Anoitecia em Aveiro e Sylarnash mantinha-se no seu escritório há várias horas a organizar alguns documentos. No escritório para além do sacerdote encontravam-se um par de serviçais a ajudar na organização do conjunto de papeis, alguns lacrados e prontos a seguir caminho em direcção ao seu destinatário outros nem tão prontos.

        Segurando alguns documentos o Monsenhor expediu um-a-um de acordo com a finalidade e o local de entrega.


        - Este conjunto aqui deve ir para o Conselho, será usado na próxima reunião para expor alguns pontos importantes... - enquanto murmurava para consigo Sylarnash fez sinal ao seu Mensageiro Josué para que se aproximasse e então apresentou o seu pedido - Deves entregar estes documentos no Castelo da Província durante o dia de amanhã, são informações importantes portanto peço-te que tenhas cuidado com eles.

        Agarrando a pilha de documentos ainda sobre a secretária o Cónego pediu a Zacarias que acompanhasse o segundo serviçal e que os documentos fossem guardados no Salão Privado apenas acessível pelo escritório onde se encontravam.
        Momentos depois ambos os homens saem e Sylarnash inicia uma nova entrada no seu diário.



        #46 wrote:

          Aveiro, 26 de Maio de 1460

          Recebi recentemente a notícia que o Tio Nortadas me deixou em herança o Condado de Óbidos, feudo até então vinculado ao meu tio. Fico imensamente feliz e honrado em puder passar a administrar os assuntos deste condado, e ainda mais puder ostentar o título a ele inerente, o título de II Conde de Óbidos.

          Viajarei em breve para Óbidos afim de iniciar funções e colocar em dia os assuntos deixados nas mãos do representante do falecido tio Nortadas no condado.

          Entretanto tenho andado a estudar a melhor forma de obter um maior rendimento nas minas da Província de Coimbra. Os números de mineiros têm oscilado bastante, entre números perto dos 130 e dos 150, apesar disso este mês de Maio a produção mineira total já conseguiu cobrir os gastos tidos durante este mês com a corrupção nas cidades.






                        Mons. Dom Sylarnash Manuel de Albuquerque


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          Sylarnash
          O céu nocturno desaparecia aos poucos e poucos e recebia na proporção inversa a chegada de mais um dia de Sol e calor. Observando aquele evento que apesar de, todos os dias ocorrer, mostrava-se naquele dia sumariamente diferente, talvez porque era observado da janela da carruagem, encontrava-se Sylarnash. A agitação da passagem de alguns guardas a cavalo pela carruagem acordaram Sylarnash e desde então encontrara-se a apreciar o belo céu azul que se começara a formar.

          Cerca de três quartos de hora já se podiam avistar as muralhas da cidade de Coimbra, como sempre rodeadas de guardas.
          Após notar que os amigos e familiares que o acompanhavam se encontravam despertos, o sacerdote iniciou uma curta conversa entre os mesmos e o guarda que liderava, naquela carruagem, o grupo de viagem.


          - Uma vez que rumámos para sul ficaremos algumas horas aqui na cidade-capital. Poderão descansar aqueles que pouco dormiram, poderão passar pelas tavernas ou outros edifícios. Ou poderão simplesmente ficar por perto do transporte. - dando um pouco de folgo à garganta contínua - Encontrámos-nos aqui nas muralhas da cidade, onde ficarão as carruagens, ao final do dia.

          Algures numa taverna local, na hora de almoço Sylarnash escreve uma nova entrada no seu diário.


          #47 wrote:

            Coimbra, 06 de Junho de 1460

            Apenas com dois dias de antecedência decidimos viajar até ao sul. O rumo é ainda incerto, a intenção é encontrar alguns velhos conhecidos e fazer alguns bons negócios, há algum interesse, pelo menos meu, em comprar alguns bens de luxo.
            Rumamos durante o início da noite de ontem em direcção a Coimbra, sabíamos que a viagem seria mais fácil e tranquila de noite. Apesar disso, tornou-se necessário triplicar o número de guardas que nos acompanham, correm rumores que as estradas estão cada vez mais perigosas e todo o cuidado nunca é pouco.

            Seguimos calmamente até ao interior das muralhas e aqui me encontro enquanto os restantes amigos e familiares foram dar uma volta. Aproveitei o momento de maior acalmia para escrever e enviar algumas cartas importantes. Entre elas uma carta enviada à Assembleia Episcopal de Portugal, foi necessária uma tomada de posição da minha parte em relação à troca de funções que recentemente ocorreu.

            A nossa viagem continuará, dentro de um pequeno conjunto de horas e seguiremos seguimos para Leiria, agora saindo desta cidade um pouco mais cedo, pretendo que cheguemos a Leiria antes do nascer do sol para tentar encontrar alguns antigos mercadores e lhes comprar os melhores produtos, aqueles que normalmente são vendidos logo no início do dia.






                          Mons. Dom Sylarnash Manuel de Albuquerque


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            Sylarnash
            [Pomar de Alcobaça]

            A vegetação do enorme pomar da cidade de Alcobaça parecia densa e surgia cada vez mais, à medida que o horizonte se aproximava, imensas árvores de frutos e plantas também frutíferas surgiam à medida que Sylarnash caminhava. Estranhamente e contrariamente ao habitual encontrava-se sozinho, com um ar calmo e sereno depois das lides e preocupações do dia-a-dia terem sido, por alguns dias, colocadas de parte. A sua linguagem corporal e a sua imagem irradiava uma imensa tranquilidade de espírito e na mente do sacerdote pairavam os imensos bons momentos, passados naquele pomar e não só, assim como, ao mesmo tempo, as coisas más e depreciativas que se viam dia após dia no Reino de Portugal eram também alvo de uma sossegada análise à medida que caminhava pelo pomar.

            Encontrando uma pedra de tamanho mediano, mas alta o suficiente para alguém se colocar sobre ela, em posição de descanso, Sylarnash senta-se e retira da sua bolsa um pequeno caderno de capa dura, aparentava ser antigo a capa estava coberta de um imensurável conjunto de flores-de-lis. Era o diário de Sylarnash.



            #48 wrote:

              Alcobaça, 11 de Junho de 1460

              A ideia de fazer um pequeno retiro nos Pomares de Alcobaça, foi sem dúvida algo bastante vantajoso e uma excelente ideia. Os dias demoravam a passar, os trabalhos que antes fazia com gosto já se mostravam mais um fardo que mais nada, e o último mês levou-me, tal como acredito que a muitos, a baixo e a um estado de espírito de contradição e recolhimento forçado.

              A ideia surgiu, e a escolha do local deveu-se à tranquilidade e paz de espírito que o pomar de Alcobaça sempre transmitiu a mim em especial. Era sem qualquer dúvida necessário ser um lugar calmo e no qual pudesse caminhar e observar a natureza sem ser perturbado ou abordado, em Alcobaça, o seu pomar era o local ideal.

              Durante este primeiro dia de reflexão notei, logo à partida, que afinal não haviam assim tantas razões para me preocupar, e o que era necessário era realmente um dia sossegado, longe dos aglomerados populacionais e ao mesmo tempo um local ao ar livre. Apesar dos diversos acontecimentos menos bons ocorridos num passado recente, existe um enorme conjunto de pessoas que me apoiam, e ainda um enorme conjunto de coisas em que acreditar. Uma dessas coisas é o Altíssimo que nunca me deixou mal, e eu deveria dar mais valor a essa situação de amor demonstrado para comigo, mantive-me ultimamente sem valorizar as coisas boas da vida, e sinto-me mal por isso, mas desejo e vou remediar as coisas.






                            Mons. Dom Sylarnash Manuel de Albuquerque


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              [Castelo do Rochedo, Óbidos]




              #49 wrote:

                Óbidos, 17 de Junho de 1460

                Decidi passar alguns dias no Castelo do Rochedo, apesar de habitualmente morar em Aveiro tenho que manter e administrar correctamente o feudo a mim concedido, então depois da viagem e da reflexão por Alcobaça tomei rumo a Óbidos.

                O Castelo de Óbidos mantêm-se imponente, tal qual a última vez que cá estive. Eu tinha-me ausentado porque ainda possuo terras em Aveiro e assim desejo manter e, houve assuntos de grande importância, caso contrário eu teria sido de imediato informado e chamado a agir.

                Soube da realização do I Torneio Real de Justas durante a minha última passagem pela Corte dos Nobres e desde então tive imenso tempo para reflectir quem e se chamaria a representar o condado. Depois de alguma maior atenção pela folha de militares condais decidi inscrever os Diaz, já à algum tempo que se encontram militarmente activos e as suas raízes para com Óbidos e o seu conde já existem à várias décadas.






                              Mons. Dom Sylarnash Manuel de Albuquerque


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                Sylarnash
                [Aveiro, Condado de Coimbra]

                Sylarnash mantinha-se trancado no escritório da Mansão de Aveiro à horas. Fora bastante vago e especifico quanto às suas ordens, desejava não ser incomodado enquanto trabalhava. Tal deixou a os serviçais deverás curiosos, era sabido que naquele dia não havia nada planeado para ser feito e as minas e outros assuntos tinham sido despachados logo no início do dia.

                No interior daquela divisão da residência secundária do conde o silêncio perdurava, sobre a mesa apenas inúmeros papeis rascunhados mostravam pedaços soltos e imperceptíveis do que pairava na mente de Sylarnash.
                Mais algumas horas se passaram e o Conde mantinha-se naquele salão, agora, após variadíssimas tentativas havia algo concreto, e um documento já passado a limpo onde era possível verificar-se o tema e uns artigos, contudo com certeza não seria, aquela, a versão final, uma vez que nem tudo estava preenchido. Faltava definir um valor.


                - Vinte e cinco? Cinquenta? Ou talvez cem cruzados? - o Conde parou a fazer uns pequenos cálculos e continuou - Ora!!! Cem também seria demasiado e poderia causar desconfianças... - murmurava para consigo o conde.

                Não obstante as dúvidas que assolavam o Conde, o mesmo acabou por decidir um valor intermédio do conjunto daqueles que tinha pensado. O mesmo anotou os prémios com base no valor que ele próprio estipulou para aquilo e chamou um dos guardas para que procurasse um escudeiro que fosse levar aquele documento à tipografia da cidade para ser reproduzido.


                - Entregai este documento a um dos escudeiros que comigo vieram de Óbidos, o mesmo que vá até à tipografia da cidade para reproduzir esse cartaz meia centena de vezes. - Ordenou o Conde


                #50 wrote:

                  Aveiro, 28 de Junho de 1460

                  Os dias passam, e aproximámo-nos do dia em que fará um ano que a Taverna e Hospedaria foi inaugurada. Decidi realizar uma série de eventos e festejos como comemoração desta data. É uma data importante para mim, para a população e para Aveiro

                  Já falei com o tio Guido sobre fazer uma pequena missa em Aveiro e renovar a benção da taverna. Decidi ainda aproveitar esta data para ajudar o Porto de Aveiro. Sei que não será muito, mas julgo que seja o suficiente para que se contrate 3 ou 4 novos trabalhadores com o valor angariado. Um pequeno torneio de arco e flecha foi a decisão mais acertada, ao mesmo tempo enquanto os cidadãos disputam entre si os três primeiros lugares com alvos diferentes dos habituais treinam também as suas habilidades. E os prémios são bastante aliciantes.

                  Já ordenei que fosse devidamente publicitado o conjunto de eventos de forma a atingir o maior número de cidadãos possível. A intenção é nobre, esperemos que se junte população nobre para com esta causa.






                                Mons. Dom Sylarnash Manuel de Albuquerque


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                  Sylarnash
                  [Viseu, Condado de Coimbra]

                  A cidade de Aveiro já tinha ficado no horizonte à várias horas. Pela noite escura, Sylarnash iniciou a sua viagem numa carruagem simples e comum. Era fulcral passar despercebido pela noite dentro.

                  As horas passaram e pela início da manhã, quando o sol queria furar por entre as nuvens e empurrar a lua para fora do seu alcance, a carruagem chegara à cidade de Viseu. Era já visível a população viseense a retomar para mais um dia de trabalhos. As milícias nocturnas deixavam os seus postos dando lugar aos guardas condais. Os mercadores e merceeiros iniciavam a montagem das suas tendas no interior da população. (...)

                  Sylarnash, após pedir que fosse deixado às portas da Casa do Povo, iniciou o seu caminho em direcção aos interiores da CP. O seu intuito era convidar e pedir a colaboração da Casa do Povo de Viseu para as eleições que se decorriam.

                  Algumas horas depois, em reunião com a sua amiga e Prefeita Cabocla e com Xirtam, Sylarnash deixa mais aliviado a Casa do Povo e pede ao seu cocheiro que inicie a viagem em direcção a Lamego.



                  #51 wrote:

                    Entre Viseu e Lamego, 04 de Julho de 1460

                    Quando parti para Viseu não esperava consegui bastante apoio da cidade viseense, esperava atrair apenas alguns simpatizantes da Lista "Coimbra em Primeiro!".

                    A própria Prefeita e o Mentor de Viseu aceitaram concorrer na lista. A sua ajuda foi uma benção divina. Necessitavamos de um cidadão de Viseu para conseguirmos mantermo-nos próximos da cidade e dos seus cidadãos, e assim recebermos as suas opiniões em primeira mão.

                    Decidi seguir para Lamego hoje. Tentarei também obter o apoio da cidade. Apesar de já ter Jorge Gaspar como representante da cidade necessitamos de toda a ajuda que conseguirmos.




                                  Mons. Dom Sylarnash Manuel de Albuquerque


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                    [Lamego, Condado de Coimbra]

                    Depois da chegada a Lamego na manhã daquele dia, Sylarnash toma de novo rumo a Aveiro...

                    #52 wrote:

                      Lamego, 05 de Julho de 1460

                      Esperava mais tenho de admitir, não vi grande movimentação na cidade e nem por isso entrei em conversação com algum cidadão. A famosa taverna da Casa do Povo esteve abandonada durante o dia todo. Fica assim difícil conseguir a colaboração desta povoação.

                      Tomarei rumo a Aveiro, nada mais poderá ser feito, apenas esperar e dar ordem de envio das cartas de campanha nas povoações.




                                    Mons. Dom Sylarnash Manuel de Albuquerque


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                      [Aveiro, Condado de Coimbra]

                      Na manhã do término das eleições...

                      #53 wrote:

                        Aveiro, 15 de Julho de 1460

                        Acabei de saber que conseguimos obter maioria nas eleições. Não o esperava, deveria espera-lo afinal quando alguém (ou um grupo) se candidata é com o objectivo de ganhar, contudo as recentes atitudes espalhadas pelo condado, por determinados pobres de alma e espírito deixaram as eleições comprometidas.

                        A população do condado exprimiu-se e entraremos no conselho com o objectivo de fazer o melhor pelo condado. Sem meias palavras e sem cometermos os mesmos erros que os anteriores, infelizmente por abusos ou ignorância, cometeram.

                        Porque Coimbra merece, porque os cidadãos de Coimbra merecem.




                                      Mons. Dom Sylarnash Manuel de Albuquerque


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                        Depois da cerimónia de Coroação como Conde de Coimbra

                        #54 wrote:

                          Aveiro, 27 de Julho de 1460

                          A Catedral encheu, mais do que aquilo que eu esperava tenho de admitir, cidadãos de todas as cidades do Reino de Portugal rumaram à Catedral para a cerimónia. Fico bastante feliz em saber que afinal as oposições que se criaram politicamente não se manifestaram socialmente.

                          A cerimónia decorreu muito bem e realizei no durante a cerimónia o juramento de conde.

                          - Eu, Monsenhor Sylarnash Manuel de Albuquerque, juro que farei tudo o que estiver ao meu alcance para governar o Condado de Coimbra, como seu Conde, mantendo a paz interna, defendendo-o dos inimigos, obstando a inquietude e observando a justiça e a misericórdia.
                          Juro que irei defender a sagrada religião de Aristóteles, bem como a sua doutrina, a devoção, a disciplina e os privilégios canónicos do Clero.





                                        Mons. Dom Sylarnash Manuel de Albuquerque


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                          [Viseu, Condado de Coimbra]

                          Após uma curta viagem de Aveiro a Viseu

                          #55 wrote:

                            Viseu, 13 de Agosto de 1460

                            Cheguei hoje à Cidade de Viseu, tinha já enviado para cá o Mensageiro Josué com alguns dias de antecedência. A viagem trata-se de uma Missão Religiosa em Viseu onde em conjunto com o Tio Guido irei fazer cerimónias devido à inexistência de um celebrante activo para realizar cerimónias religiosas, como baptismos, casamentos ou funerais.

                            Mandei abrirem as portadas da Igreja Paroquial de Viseu assim que cheguei à cidade. Alguns dos servos que trouxe deram uma rápida limpeza àquela Casa de Jah, e depois de um par de horas a palavra de que a igreja tinha sido reaberta espalhou-se e desde logo alguns dos viseenses correram a adentrar na mesma, felizes e com a intenção de apresentarem as suas preces e orações ao Altíssimo.

                            Já eu, depositei algum do meu tempo abençoando de novo a Igreja de Viseu e a rezar um pouco ao Todo Poderoso antes de me dirigir para a Estalagem onde pernoitarei nos próximos dias onde entre outros realizarei o Baptismo de Sigmon e espalharei a Palavra de Christos.




                                          Mons. Dom Sylarnash Manuel de Albuquerque


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                            Sylarnash
                            [Aveiro, Condado de Coimbra]

                            De regresso a Aveiro, a meio do caminho

                            #56 wrote:

                              Entre Viseu e Aveiro, 25 de Agosto de 1460

                              Depois de alguns dias em Viseu, calmos por acaso, iniciamos hoje rumo a Aveiro onde ficaremos, mas não por muito tempo. À dias foram convocados a Coimbra alguns cidadãos especialistas em Alvenaria e o Tio Guido quer ir lá dar uma vista de olhos às obras. Como o mesmo me acompanhou até Viseu, terei todo o gosto em hoje o acompanhar até Coimbra, e poderei também eu dar uma vista de olhos às obras das mansões do Barão de Nelas Dom Necasboy, do meu amigo Lord_jls que já não vejo à mais de um ano, e de Dom Jigen Conde do Vinho.

                              Tratarei de alguns assuntos pendentes em Aveiro, e entretanto partiremos para Coimbra.




                                            Mons. Dom Sylarnash Manuel de Albuquerque


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                              Sylarnash
                              [Cidade e Condado de Coimbra]

                              Chegada a Coimbra após uma curta estadia em Aveiro

                              #57 wrote:

                                Coimbra, 29 de Agosto de 1460

                                Pouca coisa fiz enquanto estive em Aveiro nestes últimos dias em que lá estive, cheguei, tratei de ordenar alguns dos serviçais e enviar alguns guardas fazer visitas aos diversos locais propriedade nossa, e repreendi outros serviçais pelas suas acções. Algumas cercas dos terrenos em Aveiro foram destruídas por uma carroça desgovernada e inadmissivelmente ainda não estava concertadas, três dias depois.

                                O Prefeito tinha-se reunido connosco, eu e o Tio Guido, para tratarmos do mandato de bens que tinha sido entregue para vender em Viseu, e depois de tratar do que fazer com o que não fora vendido pelo mercador que connosco veio marcamos data de saída de Aveiro e saímos de lá ontem à noite.

                                Pelo caminho, segundo referiu o guarda com quem falei à chegada à cidade, passamos por quatro cidadãos do condado, todos em viagens pelas cidades do Condado de Coimbra.




                                              Mons. Dom Sylarnash Manuel de Albuquerque


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