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[RP] Morada dos sussurros

Beatrix_algrave





A residência de Beatrix Algrave em Alcácer do Sal, onde atualmente vivem a tecelã Beatrix, suas três fiandeiras, o pastorzinho André e sua prima Eduarda.

A casa possuía três pisos superiores e um porão que também era usado para o trabalho de tecelagem. Nas partes superiores ficam o atelier de costura e pintura, os quartos, a cozinha e a casa de banho. Havia também uma sala que tanto servia para receber visitantes quanto para servir as refeições. Após a reforma, a casa ficou muito mais confortável e acolhedora, com quartos mais amplos e numeroso, aproveitando o terreno da casa ao lado, que a tecelã também adquiriu. Tornou-se praticamente uma nova casa.

Os moveis eram bastante simples, mas bem feitos, de boa madeira polidos e envernizados para durarem. Havia baús e arcas nos ateliê e nos quartos, que serviam para guardar uma infinidade de coisas. Havia um armário grande para louças que ficava na cozinha, e um armário de roupas com cabideiros no quarto de Beatrix. No quarto dela havia ainda um cofre que ela encomendara pouco depois de receber sua parte na herança da família.


OOC: Apesar do atelier funcionar na Praça Pública de Portugal, por conta das mudanças de localidade que o RP exigiu, resolvi deixar a casa propriamente, aqui, para registrar minha presença na cidade de Alcácer do Sal, e assim contribuir para fomentar o RP local.

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Beatrix_algrave


Beatrix retornou do pastoreio e depois de colocar as ovelhas de volta ao aprisco, entrou na Morada dos Sussurros. Ela deveria estar feliz pelo retorno do seu irmão, mas a forma como o encontro aconteceu, deixou-a abalada e triste.

Ela não queria discutir com ele, nem romper com um dos poucos familiares que lhe restara, seu único e querido irmão. Ele havia passado dos limites, mas como censurá-lo depois das coisas que ele passou?

As fiandeiras estranharam o retorno abrupto de Beatrix, mas como ela não comentou nada, preferiram não aborrecê-la. Assim, ela recusou o almoço e trancou-se em seu quarto, por horas, pensativa.

Por fim, ela resolveu escrever uma carta. Foi até a escrivaninha, tomou papel, pena e tinta e fez uma carta para o senhor Fitzwilliam Darcy.

Quando a carta ficou pronta, ela lacrou-a com seu selo e separou um de seus lenços da gaveta. Depois chamou um mensageiro e disse a ele.

- Entregue essa carta em mãos. Ele precisa enviar uma resposta. Se não puder ou quiser me escrever, diga apenas que se ele não aceitar minhas desculpas deve devolver o lenço, se ele aceitar e concordar com meus termos, deverá ficar com ele até nos encontrarmos de novo e assim me dar a chance de me explicar pessoalmente.

Ela deu essas instruções, e em seguida pagou o mensageiro para que ele levasse a carta até Santarém, para entregar em mãos ao senhor Darcy.

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Beatrix_algrave


Dali a quatro dias o mensageiro enviado por Beatrix retornou. Ele trazia uma carta e não carregava mais o lenço.

Ela pegou a carta e fez o pagamento final ao mensageiro.

- Ele ficou com o lenço então, presumo.

- Sim, senhorita, e fez questão de escrever-lhe esta carta - o mensageiro respondeu.

Depois que o homem partiu ela foi ao seu escritório ler a carta de Fitz. Tranquilizou-se em saber que ele não lhe guardava rancor algum. Não estava aborrecido com ela, mas não se podia dizer o mesmo quanto a William Algrave. Ao menos era o que se lia nas entrelinhas. De todo modo, tudo indicava que quando fosse conveniente os dois poderiam tornar a ver-se. Ela esperava que fosse em breve, mas isso é claro não dependia apenas dela. Beatrix teria que retomar aquele assunto com William e mostrar-lhe o quanto estava errado sobre Fitz. Ela não faria nada escondido, pois desejava a aprovação do irmão, e que aquilo não os afastasse.

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--William_algrave


Depois de reunir-se com o prior dos azure em Sintra, William retornou a Alcácer, em busca de sua irmã. Eles precisavam conversar sobre muitas coisas depois de todo aquele tempo.

Quando William chegou à porta do atelier, praticamente chegou junto com a irmã, que vinha da Praça Pública de Portugal, onde havia assistido parte de uma peça de teatro e se encontrado casualmente com Fitz.

Ao vê-la. William disse tocando no ombro da irmã. Ele não parecia mais aborrecido e sua voz tinha um tom calmo.

- Que bom que a encontrei, irmã. Precisamos conversar. Não quero que nada venha a nos afastar. Você é minha família.
Beatrix_algrave


- Vamos entrar, lá dentro será melhor.

Beatrix respondeu ao irmão. Seu rosto estava um pouco corado.

Quando Laurinda e Atília viram William ficaram muito felizes. Elas sabiam que ele havia retornado, pois Beatrix comentara com elas, mas agora elas podiam ver novamente Guilherme, de quem gostavam tanto.

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Fiandeiras


- Vejam só, se não é o senhor Guilherme. Estou muito feliz em revê-lo, meu filho. Estávamos preocupadas com a ausência de notícias. - Disse Atília, a mais velha das fiandeiras, e deu um abraço em William, a quem ela conhecia desde criança, pois sempre trabalhara com a família dele.

Laurinda e Clotilde também foram receber William, ou como elas o conheciam, o senhor Guilherme.

André era muito jovem para lembrar-se dele. Clotilde lembrava-se vagamente. Mas para todos ali, William era muito querido.

- Espero que fique bastante tempo conosco.- comentou Laurinda.- Vou fazer um almoço jantar especial. Uma pena que não me avisaram.


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"Para tecer com fios de luz
A força que me conduz
Para olhar o mundo
Desnudando lá no fundo
Da caixa de costura
A minha alma guardada
Para tecer comigo
A minha própria caminhada"
--William_algrave


William recebeu os abraços e demonstrações de carinho sendo gentil com suas velhas amigas. Ele lembrava-se de Clotilde ser apenas uma bebezinha loirinha quando partiu, e não lembrava do pequeno André.

- Eu soube que passaram muitas dificuldades, mas que conseguiram ficar bem e unidas apesar de tudo. Queria ter podido ajudar na época, mas as coisas não estavam fáceis na Irlanda também.

Ele disse e abraçou um a um.

- Estar com vocês já me dará um jantar especial. Eu vou conversar com Beatrix em particular, depois venho conversar com todos vocês.

Ele disse e acompanhou Beatrix até o escritório dela. Era o local onde ela costumava ficar para estudar e fazer seus trabalhos artísticos de desenho e pintura. William notou que sobre uma estante estava o alaúde que Elizabeth enviara para a irmão caçula, como presente dos seus quinze anos.

Aquela casa não era a casa em que Beatrix nascera, essa havia ficado em Alcácer, mas ali estavam lembranças queridas. Fosse na presença das fiandeiras, ou em pequenos objetos que sua irmã conservara com visível carinho. Livros que ele comprara e enviara para ela através de amigos viajantes, pequenas estatuetas de mármore e jade, a flauta que ele lhe dera, um quadro de Pisanello, o livro de rascunhos do mestre e um estojo de prata lavrada. Ele notou também um castiçal de prata que pertencera a sua mãe e que coube a Beatrix na herança.
Beatrix_algrave


Beatrix também estava muito feliz com a presença do irmão. Ela viu como todos estavam contentes e comentou, enquanto acompanhava o irmão, levando-o ao seu escritório.

- Durante o jantar eu te apresentarei a Eduarda, nossa prima por parte dos Nunes. Ela é irmã de Nicole Casterwill, mas as duas são bem diferentes. É até difícil acreditar que sejam mesmo irmãs, tanto pela aparência como pelo temperamento.

Ela disse e já dentro da sala, ela fechou a porta e ofereceu uma cadeira para o irmão se sentar e tomou outra cadeira em frente a ele. Notou o olhar de William para os seus objetos. Ali haviam presentes que ele lhe enviara e objetos que pertenceram a mãe deles e a Elizabeth.

- O alaúde de Elizabeth. Faz um tempo que não toco. Tenho preferido a flauta, mais fácil de carregar. Levo-a sempre comigo. Como foi em Sintra com o prior?


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--William_algrave


- Foi tudo bem em Sintra, mas depois falamos disso. Quer dizer que Eduarda Casterwill Nunes está aqui?

Ele comenta e sorri.

- Creio que o mais importante é que eu queria que você entendesse que eu agi como agi pois me preocupo. Essa proximidade com os Nunes e com os Casterwill representou e ainda representa um perigo considerável. Ainda não sei se quero você envolvida com essa Maria Madalena. O bordel não é o problema, é ser uma Casterwill. Eu não sou tão conservador quanto possa parecer. Mas não se preocupe, não vou proibi-la de ver ninguém. Quero apenas conhecer essas pessoas e saber se representam ameaças a sua segurança.

Ele vai falando aos poucos, ainda com uma certa dificuldade de abordar os assuntos que precisa tratar.

- Eu fiquei muito tempo longe. E talvez isso seja necessário novamente. Há muitas coisas que preciso fazer na terra dos nossos pais, na minha terra.

Ele se aproxima e segura a mão de Beatrix.

- Eu queria que lá fosse a sua terra também, mas não é, aqui é o seu lugar. Nosso pai não a deixou aqui apenas por mágoa. Talvez inicialmente sim, mas eu soube que quando ele me chamou, ele quis deixa-la, mas para protegê-la. Ainda que eu julgasse isso cruel, foi um gesto sábio, pois de fato conservou-a segura e com vida, aos cuidados dos azure, até o dia de hoje.
Beatrix_algrave


Beatrix ouviu as palavras de William, e ao pensar que Elizabeth e Noreen estavam mortas, além do próprio pai, ela não deixa de pensar que William tem razão, mas mesmo assim é difícil crer que o pai se importava com ela.

- Seria bom que isso fosse verdade. Mas ele nunca me dedicou uma palavra de carinho que fosse. Apenas você e Elizabeth me escreviam. A última carta que recebi dele, foi pouco antes de receber a notícia do acidente, pouco antes dele morrer. Eu não consegui abrir. Está fechada até hoje. Eu estava e ainda estou magoada, por isso não queria perdoa-lo. Depois que ele morreu, isso parecia não ter mais importância, pois não faria diferença.

Beatrix caminha e vai até a estante, abrindo o estojo de prata, onde guarda as suas cartas de família, e mostra a carta a William.

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--William_algrave


William se levanta ou foi até Beatrix.

- Mas é claro que faz diferença. Por favor, minha irmã, abra essa carta. Se ele escreveu, se ele quebrou o silêncio é por que é importante.

Ele disse olhando para a irmã.

- O próprio prior me disse que ele havia encomendado você para a Ordem. E eles estavam zelando esse tempo todo pelos bens mais preciosos do nosso pai. Você e a espada do nosso antepassado Connell Algrave

Ele disse exibiu a ela a espada que recebera do prior.
Beatrix_algrave


- Eu prometo que lerei a carta, mas não agora. Preciso de um tempo sozinha, então farei isso. Eu sinto muito pela morte da sua esposa, Noreen. Sei que as coisas não tem sido fáceis para você. Soube também que se tornou patriarca dos Algrave. Eu tive muitas saudades

Beatrix disse e abraçou o irmão.

- Eu não queria ter brigado com você, mas você me assustou. Não me agrada ser vigiada.

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--William_algrave


- Tudo bem, eu a entendo. Apenas dê essa chance ao nosso pai. Ele não merece que conservemos uma imagem injusta dele.

William disse e abraçou a irmã.

- Eu também tive saudades. Você cresceu rápido demais. Eu não pretendia assustá-la, queria apenas protegê-la. Ainda não estou bem certo se quero você se encontrando com aquele militar arrogante, mas não vou proibi-la, pois proibir é pior, uma vez que conheço bem o temperamento dos Algrave. Só peço que tome muito cuidado e não se deixe levar por palavras bonitas, homens são sempre lobos, não se deve confiar tão facilmente.
Beatrix_algrave


- Está bem, eu terei cuidado. Não farei nada insensato. Tenho cuidado de mim esse tempo inteiro. Cometi meus erros e tive minha cota de decepções. Aprendi minha lição de forma bem dura. Isso me amadureceu e me deixou mais precavida. Não vou deixar que me usem e me enganem como fizeram.

Beatrix comenta, lembrando das decepções que teve recentemente, com Nicole, Arnold e Demétrio. Ela certamente não esqueceria tão cedo essas decepções. Mas ela pretendia aprender com esses erros e não repeti-los.

- Quanto a Maria Madalena, se quiser conhecê-la, verá que tem seus defeitos, mas não é má pessoa. Só não lhe deram oportunidades. Acho que para quem passou as coisas que ela passou, ela é uma alma boa até demais. Quanto ao Fitz, eu ainda o estou conhecendo, mas me parece um bom rapaz e é muito gentil, sempre me tratou respeitosamente. Mas tomarei cuidado, prometo. Ele reagiu daquele modo, pois você feriu os brios dele. Contudo, não quero mais discutir sobre isso com você.

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--William_algrave


- Vou manter a minha boa fé. Mas também não precisa falar como uma velha. Você ainda terá muitas decepções e ainda cometerá muitos erros, não se feche para a vida por causa das decepções, apenas tome cuidado em quem confia.

Ele diz e segura o queixo da irmã e faz um carinho em seus cabelos.

- Visitarei essa prima, em breve. Ela vive no Porto, não é isso?

Ele comenta e em seguida acrescenta.

- Conversei com o prior Yochanan, assumi uma nova responsabilidade. Agora sou mestre da Ordem de Azure na Irlanda. Esse é mais um motivo para não me demorar aqui. Mas não se preocupe, ainda teremos tempo. Ele também me contou sobre a sua escolha. Confesso que fiquei surpreso, pensei que fosse se tornar uma Erelim. Mas se essa é sua escolha eu só tenho a desejar que honre o caminho que escolheu, e que não enlouqueça muito o seu mestre, como eu fiz com o meu.

William diz essas palavras e sorri.

- Vou me preparar para o jantar, estou com fome.

Beatrix apenas sorri e concorda com o irmão que é melhor irem jantar.
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