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Masmorras do Castelo

Guarda_anacleto


Após a tomada do Castelo, o movimento pelas masmorras andava calmo, mas para breve se adivinhavam dias agitados, após a eleição do novo Conselho. Anacleto dormitava com as pernas esticadas em cima da sua mesa, na qual as suas grandes botas repousavam. Uma voz feminina que entoava pelas masmorras fá-lo acordar de forma abrupta e causa-lhe uma valente queda da sua cadeira, Felizmente consegue recompor-se a tempo da chegada da nova procuradora.

Anacleto olha-a de cima a baixo, uma mulher baixa, de cabelos com uma cor que varia entre o loiro e o ruívo, presos num poupo com alguns cabelos soltos junto ao seu rosto e com um ar jovial, vinha agarrando o braço de um homem entroncado e alto, todo ele vestido de preto, sendo visiveis os fios de prata dos bordados das suas vestes e um anel de prata com uma safira.

De imediato reconhece o Cavalheiro, um distinto e respeitado Nobre da cidade do Porto de seu nome Yochanan. Tinha ouvido rumores de que este participara na Tomada do Castelo do Porto e de que iria ser julgado juntamento com os outros que participaram em tal acto, mas a sua presença ali naquele momento confirmaram a veracidade dos rumores.



Este Rp encontra-se aberto a todos aqueles que queiram participar nele. Destina-se sobretudo a quem se encontra a aguardar julgamento ou a cumprir pena no Condado do Porto, mas todos aqueles que quiserem fazer uma visita aos arguidos assim como aos prisioneiros estão à vontade.


Ava


Finalmente chegara às masmorras do castelo. Ava estava cansada, não havia sido fácil acompanhar os passos de Dom Yochanan e já lhe doía o braço de vir a agarrar o homem. Cumprimenta o guarda e dá-lhe algumas indicações.

- Boa tarde. O meu nome é Ava Frias Ribeiro. Como deve ser do seu conhecimento, sou a nova Procuradora. Trago comigo Dom Yochanan, um dos fora da lei que tomou o nosso castelo recentemente. Ficará nas masmorras a aguardar o seu julgamento, até lá poderá receber algumas visitas das pessoas que lhe são mais próximas.

Dadas as indicações, Ava vira-se para Dom Yochanan, tentando manter o seu ar mais sério e pronta para lhe apresentar o seu canto da masmorra quando vê três ratazanas a passear descontraidamente pelo chão.

Instintivamente dá um pulo e fica no colo de Dom Yochanan agarrando o seu pescoço com força. Após as ratazanas desaparecerem pela escuridão das masmorras e perceber o ridiculo da situação, Ava cora e larga o cavalheiro.

- Peço perdão pela minha atitude. Dom Yochanan fica entregue. Guarda, por favor coloque o cavelheiro num local de dificil acesso para esses animais se for possível. Voltarei em breve para verificar como se encontra o cavalheiro.

Ava saí em passo acelarado e pedindo a Jah para que mais nenhuma ratazana se cruze no seu caminho e pensando escrever uma carta para se desculpar devidamente.

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Yochanan


Yochanan caminhava com passo digno e cabeça erguida, em nada parecia a um homem que encontraria ali naquele lugar sua morada pelos seguintes dias ou mesmo mais dependendo da decisão do juiz do condado. Ele procurava manter o mesmo passo de sempre, mas o alterava um pouco para facilitar à Ava que lhe acompanhasse os passos, ainda que em teoria fosse ela quem o levava pelo braço à aquele lugar. A olhos alheios a cena poderia parecer trivial, não fosse a situação na qual estavam.

Ele permaneceu em silêncio enquanto Ava conversava com o guarda, e procurou não rir quando esta saltou-lhe ao colo e aferrou-se ao seu pescoço, mas ainda assim a segurou, mais por reflexo que por malicia, soltando-a assim que a dama afrouxou-lhe a pressão.

Ante as palavras da procuradora, ele respondeu: - Não há o que desculpar senhorita. Aguardarei a vossa visita, e se mo permitir, poderia permitir-me material de escritura? Há algumas cartas que devo enviar para manter os assuntos em minhas terras em bom caminho. - e então virando-se para o guarda apenas fez um ademão indicando que ele estava pronto para seguir-lo até a cela que lhe cabia.

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Celestis_pallas


Celestis pensava que o primo, afinal, havia dado uma trégua. Pelo menos, permitiu que a menina fosse à missa e visitasse o próprio pai, que encontrava-se encarcerado. Nada tinha feito, mas por medida de segurança, estava isolada no Paço dos Arcanjos, residência do réu Yochanan. E agora seu destino era visitar aquele lugar escuro, úmido e feio.

Um pequeno rato esgueira-se pelo rodapé, beira as celas e, por pouco, não muda sua rota, passando pelo pé da jovem. Assustada, por pouco não solta um grito, mas outros dois ratos vinham logo atrás daquele, ainda maiores. Desviou do segundo, mas o terceiro não a intimidou. Pisou-lhe bem no rabo e teve o prazer de vê-lo chacoalhar um pouco.

- Siga seu caminho, infeliz. Há seres que realmente gostam do pior!

Encarou os demais presos, também sem intimidar-se. Um lembrete para que não lhe assobiassem ou viessem com gracejos. Esperava que a cena com o rato lhes fizesse pensar nela como alguém que não gosta de desaforos.

Enfim, alcançou a cela do pai. Era um local mais isolado, pelo visto, livre de roedores. Aproximou-se, com as mãos nas grades. E sussurrou-lhe baixinho, a sorrir.

- Nada temas, estás em meus pensamentos desde sempre! O que posso fazer por ti enquanto aguardas teu julgamento?

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Guarda_anacleto


Ainda não tinha tido oportunidade de encaminhar o novo habitante das masmorras à sua cela, quando uma bela dama surge pelas masmorras pisando as ratazanas de estimação do Conselho e dirigindo-se ao prisioneiro.

Não querendo ser indelicado e aproveitando a beleza da moça, o guarda espera que pai e filha terminem de conversar para depois encaminhar o prisioneiro à sua cela, esperançoso de conseguir saber algo mais sobre a bela jovem.
Yochanan


O Viana acompanhava o guarda até algum lugar mais isolado daquelas masmorras, com certeza a alguma cela que cumprisse os requisitos ponderados pela procuradora pública. Algo que ainda sem mostrar o velho prior agradecia. Sabia que a promotora apenas buscava cumprir com sua função com o devido esmero e capacidade que lhe eram próprios.

Mas então a meio caminho é alcançado pela filha, decerto havia conseguido convencer ao primo que a deixasse visitá-lo. Não a repreendeu.

- Nada temas, estás em meus pensamentos desde sempre! O que posso fazer por ti enquanto aguardas teu julgamento? - foram as palavras de Celestis.

- Minha menina, apenas lhe peço que vos mantenha em segurança e protegida. Saber-te segura me dará a paz necessária para preparar-me para o julgamento. - disse em resposta. - Pesa-me o coração que tenhas que ver-me assim neste lugar, mas tenha fé, e acredite que de uma forma ou de outra, num momento ou outro, se fará a justa justiça.

E então tendo como se fosse um momento de inspiração ele disse. - Sei que o Paço pode ser muito afastado do movimento da capital do qual tanto gostas, portanto se desejar, podes deixar-lo mas me prometa que não ficarás só, que buscarás o abrigo na casa de alguma de vossas tias, ou na de teu primo, e diga-lhe que vos prepare uma escolta. Faça-o por mim, sim? Agora deves ir, que este não é um lugar próprio para si, e não desejo que me voltes a ver nestas condições. - ele concluiu com um semblante carinhoso, que durou pouco tempo, retornando à sua habitual seriedade.

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Celestis_pallas


- Meu querido pai... será difícil para mim deixar de visitá-lo. Pouco me importa que estejas em lugar tão ruim, o importante é que estejas bem e que eu me sinta muito próxima de ti! Mas se é teu desejo então está feito.

A jovem partiu, não sem antes pedir-lhe uma bênção. Yochanan era uma pessoa muito querida e Ava pareceu ser muito gentil em todo o processo da prisão. Estava confiante de que seu pai pudesse triunfar. Beijou-lhe as mãos e saiu, um pouco relutante. Queria aproveitar cada momento, não sabia quando o veria novamente. Estava feliz em perceber que seu pai também se preocupava com sua felicidade, mas a jovem passara os últimos dias na única incumbência de não deixar a casa de Yochanan revirada.

Subiu então algumas escadas, não sem antes topar com um guarda que a fitava de maneira libidinosa. Sentiu que seus corpos se chocaram, sem intenção. Depois, quando percebeu seu olhar, imaginou que talvez não fosse tão sem intenção assim. Mirou-o como se quisesse matá-lo e saiu, a dar-lhe uma cotovelada.

- Perdão!

Era assim que tratava os homens folgados...

- Gente que presta nunca aparece! - desabafou, já nas ruas.

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Guarda_anacleto


Sem conseguir desviar o olhar da bela jovem Anacleto, vai de encontro a esta quando ela sai das masmorras, sendo a sua tentativa de contacto falhada, pois só recebeu uma cotovelada.

Dirigiu-se ao Cavalheiro e levou-o então até à sua cela, sendo a mais iluminada das masmorras e a que os roedores menos visitavam. Achou que iria ser do agrado da Procuradora e que tinha a iluminação indicada para que fosse possível ao cavalheiro escrever as suas cartas.

Após trancar a cela, regressou ao seu posto onde se perdeu em pensamentos nos cabelos da bela jovem.
Leticia


Mal a cela de Yochanan foi trancada, eis que mais uma visita feminina adentrou aquele espaço em busca de ver o prior que fora ali privado da liberdade.

Letícia acompanhara e apenas observara a distância tudo que ocorrera. Ela andara pelos arredores do castelo, distraindo-se e esperando. Não tardou a ver a entrada de Celestis a filha de Yochanan, a primeira a visitá-lo. Observou a moça entrar e pouco depois sair, ainda agitada por aquela situação em que o pai se encontrava.

A loira apenas aguardava o momento de se fazer presente. Não desejava cruzar com nenhum dos parentes do prior, não queria causar nenhum tipo de transtorno.

Aquela masmorra parecia mais agitada do que o Paço dos Arcanjos. Parecia que ali o prior recebia bem mais visitas.

Somente quando certificou-se de que a Dama Ava havia deixado o local e que não mais a filha de Yochanan era vista nas imediações, é que Letícia finalmente dirigiu-se para lá.

Aquela mulher sabia atrair muitos olhares quando desejava, mas também sabia ocultar-se quando queria que não lhe notassem a presença. Com o soldado Anacleto absorto em sonhos e pensamentos, Letícia conseguiu galgar sem grandes dificuldades o corredor que a separava da cela de Yochanan. Se muito, Anacleto veria apenas uma sombra furtiva e nada mais. Talvez fosse fruto do cansaço, enfim.

Logo a loira chegava até a cela do prior, e seus olhos verdes o prescrutavam através das grades.

- Well, well, well. Eis uma situação que eu não esperava ver. Atrapalho?


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Yochanan


- A esperava mais cedo. - brincou o Viana sentado no chão da cela na posição do escriba, como havia aprendido anos antes quando estudava nos salões de Bayt Ghyr Mawrf. - Tenho um missão para si que requer de vossos talentos e vossa discrição. E confio que chegado o momento atuarás como lhe peço independente do que ocorra até então. - A voz do Prior soava mais séria do que de costume o que apenas acentuava a gravidade daquele pedido. - Minha situação atual é apenas um prelúdio para o que virá. Não acredito que meu julgamento dure muito, e que a sentença me seja muito favorável, mas em hipótese alguma deverá a Ordem intervir, cumprirei com o que me for imposto pelo Caminho, pois assim deverá ser. Apenas lhe peço que caso meu destino seja encontrar o final do Caminho, que me garantas que o mesmo me encontre sem muita dificuldade. - ele soava cansado. - A ti este é o meu pedido. Vá a ter com Maese Teodoro, ele lhe informará dos detalhes, e como sempre, tens carta branca para preparar tudo.

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Leticia


Diante do comentário inicial, Letícia sorriu, assomando ao lábios rubros o sorriso frio que lhe era habitual.

- Nunca missões fáceis e simples... Espero que tenha certeza sobre o que deseja. Sabe como seria fácil para nós livrá-lo dessas grades.

Lucia comenta, procurando captar a essência daquelas ordens, enquanto observa o espaço em que o prior se encontrava. Aquela cela fria e suja não combinava com seu ocupante.

- Que seja, irei procurá-lo e fazer o que quer.

Ela disse ainda sorridente e cobriu o rosto com o capuz, sairia tão incógnita quanto entrara. Daria-lhe imensa satisfação, cortar a garganta do guardinha medíocre e arrombar com maestria a tranca daquela porta, mas seria tudo feito à vontade do prior. Ela virou-se e partiu, deixando a masmorra sem muitas palavras.

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Ava


Haviam passado algumas dias que Ava deixara o velho Viana nas masmorras. Por muito ocupada que andasse entre o seu trabalho de Procuradora e a sua Padaria, ele não lhe saia do pensamento. Embora bastante mais velho, era um homem encantador e charmoso, sempre educado que nunca perdia a compostura.

Após chegar ao seu Gabinete, tendo gasto todos os seus suspiros, Ava depressa reúne o que o lhe foi pedido. Uma pena, um frasco contendo tinta, alguns pergaminhos e pensa que uns queques de laranja acabados de fazer e alguns livros seriam do agrado do prisioneiro.

De seguida pega num pedaço de pergaminho e na sua pena e escreve um pequeno bilhete.


Caro Dom Yochanan, espero que se encontre bem na medida dos possíveis e que aqueles roedores não passem junto da sua cela. Envio a seu pedido material de escritura e tomei a liberdade de enviar alguns livros e uns queques de Laranja.
Gostaria de me desculpar pelo incidente com os roedores e por ter pulado no seu colo, mas o medo falou mais alto.


Sem mais delongas.

Ava Frias Ribeiro


Após terminar de escrever o seu bilhete dirige-se à entrada das masmorras e entrega uma cesta contendo tudo ao Guarda para que este entregue ao prisioneiro.

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Guarda_anacleto


A Procuradora Ava aparece e interrompe os sonhos de Anacleto com a jovem Cellis. Depressa lhe entrega uma cesta contendo alguns bolos e algum material de escrita, tendo indicações especificas para que fossem entregues ao Prior.

Assim que a Procuradora sai, aproveita para roubar dois queques, afinal o Prior e a Procuradora nunca saberão, e o seu ar é demasiado apetitoso para lhes resistir.

A curiosidade também se apodera de si, e por momentos sente-se tentado a quebrar o selo do pergaminho escrito pela Procuradora, mas temendo que o Prior fale, desiste de o fazer, mas mesmo assim tenta observar o conteúdo com a ajuda de uma vela.

Após terminar de observar, dirige-se à cela, entrega a cesta ao Prior e sai sem nada dizer, dirigindo.se novamente ao seu posto.
Yochanan


O Viana recebeu a cesta que lhe trouxe o guarda, parecia mexida, mas o Prior acreditou que fosse apenas alguma revisão por se houvesse algum elemento que lhe pudesse propiciar a fuga, por isso não lhe importou muito.

Ao observar o conteúdo no entanto encontrou alguns queques de laranja, os quais guardaria para comer mais tarde, se viam realmente apetitosos. Haviam também alguns livros, uma pena, um frasco de tinta e alguns pergaminhos, o material de escritura que ele havia pedido à procuradora em seu último encontro. Foi um bilhete no entanto que determinou sem sombra de dúvida a origem daquele presente.

Ele reconheceu o selo da procuradora, e logo o desfez para abrir o bilhete e ler-lo com atenção, ainda de pé com a cesta ao braço. Apoiou-a então no piso, e dispondo o material sobre a pequena mesa de madeira sentou-se no banco junto à mesa. Aproveitando o resto da luz diurna que entrava pela janela gradeada, ele escreveu.

Citation:
Senhorita Ava Frias Ribeiro,

Lhe agradeço a preocupação para com o meu estado e o envio do material que lhe pedi e lhe asseguro que cuidarei com grande esmero de vossos livros, acredito que ambos conhecemos o real valor de algo tão precioso. Não há nada pelo que se desculpar, fique descansada, mas a consciência do medo é o primeiro passo para superar-lo.

Lhe agradeço muito os queques de laranja, estão realmente apetitosos.

Grato e sem mais,

Yochanan Flavius Viana.


Aproveitou o Prior também e escreveu outras três cartas, uma à seu sobrinho John, agradecendo-lhe uma vez mais e encomendando-lhe novamente o cuidado da prima e exortando-o a buscar a ajuda da mãe e das tias em caso de necessidade. A segunda era dirigida a algures de Coimbra enquanto a terceira era para seu fiel amigo Eleazar quem liderava as tropas da Ordem na fronteira Norte com a Galícia.

Chamou então o guarda e pediu-lhe uma vela para selar as cartas. Após sela-las confiou ao guarda seu envio.

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Guarda_anacleto


Após entregar as cartas que o Prior escrevera e que a Procuradora autorizou, Anacleto dirige-se novamente para o seu posto e pondera escrever um pergaminho a solicitar ajuda, visto que já passara bastante tempo e mais nenhum guarda se encontrava nas masmorras, tendo ele que ali permanecer dia e noite.
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