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[RP] Uma aprendizagem ou o livro das dores

Leticia


Letícia já estava recuperada do ferimento que Apolinário Celestino lhe infligira. A única coisa que ainda lhe doía era o orgulho por ter caído em combate diante de alguém que ela julgava particularmente insignificante, especialmente um homem. Ela recebeu com uma mistura de alegria e de tristeza que ele fora morto pelo prior quando ambos se encontraram em duelo.

A alegria quase eufórica se devia ao sentimento de que alguém como aquele não merecia o direito de respirar, e a tristeza é porque ela não pode cegar-lhe o outro olho e quiça matá-lo.

Enfim, o que importava é que mais uma vez o equilíbrio fora restaurado, mas a que preço?

Letícia desceu do coche que lhe trouxera e agora andava pelas ruas do Porto. Caminhava sem se importar com os olhares que sua figura despertava. O decote profundo que revelava seus atributos chamava olhares de desejo dos homens mas também de desdém das mulheres que ali passavam e se sentiam ofendidas, aviltadas pela figura da loira meretriz. Ela fora abordada algumas vezes, mas não era para aquele tipo de trabalho que ela estava ali, naquela noite.

Um sujeito mais atrevido que ousou algo mais que olhar, foi logo derrubado na calçada de paralepípedos, perto da sarjeta enlameada. Ela não virou uma segunda vez para saber se ele estava vivo ou morto. Ela sabia a resposta, e quem parou para olhar, fez que não viu nada.

Naquela noite ela caminharia pelos antros, queria certas informações que a luz do dia e com "pessoas de bem" ela não conseguiria. Mas no dia seguinte ela seria outra Letícia, precisava ser, pois alguém com a sua fama, não poderia achegar-se tranquila e peremptoriamente a casa de uma dama de reputação ilibada.

Assim, ao final da tarde, uma dama de trajes discretos, usando uma capa verde musgo, bateu à porta da casa da Dama Ava.

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Ava


A conversa havia sido agradavel, mas Ava verificara que Cellis estava inquieta e com alguma pressa, mas antes que algo pudesse ser dito bateram à sua porta.
Uma mulher com uma capa verde aparecera e Ava reconhecera-a de imediato. O tão esperado momento havia chegado e ela estava pronta para ele, apenas precesiva que Cellis saisse e de se vestir adequadamente para ele.

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Leticia


- Eu espero o tanto que precisar, fiz uma viagem longa até aqui, e temos muito que conversar.

Letícia disse mostrando-se simpática, uma faceta que Ava ainda não tinha visto tão evidente, talvez pela visita, talvez pelo seu "disfarce social". Ela sorriu e aguardou que Ava a convidasse a entrar e sentar-se

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Ava


Ava ficara desconfiada com tamanha simpatia, mas convidou a Loira para entrar na sua casa e sentar-se um pouco a beber um chá enquanto se vestia. Ava ansiava demais por aquele momento.

Enquanto prendia os seus longos cabelos e se olhava ao espelho, foi inevitavél o seu pensamento ser invadido por ele. Iria ter que esperar e ser paciente, a seu tempo teria as respostas que tanto ansiava... ou não. Só dependeria de Letícia.


- Estou pronta, quando quiser podemos partir.

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Leticia


- Pois que seja agora, enquanto está tão animada. E não esqueça de trazer o seu presente.

Letícia respondeu, ainda mantendo a amabilidade. As duas andariam juntas, lado a lado até uma carruagem fechada que as esperava. O cocheiro prontamente abriu a porta e convidou as duas a entrarem.

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Ava


Ava apressou-se em direcção ao quarto para trazer consigo o presente que lhe hava sido dado. Percebeu que tremia, só não entendia se era de ansiedade ou de medo. Nunca se esquecera da cena que havia feito a Leticia na cela do Prior e ela provavelmente também não.

Após fechar a porta, entra na carruagem e permanece calada.

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Leticia
Assim que Ava entrou na carruagem, Letícia aboletou-se confortavelmente, sentando-se em frente de Ava. Contudo a carruagem não partiu ainda, o cocheiro esperava o sinal da loira.

Letícia encarou Ava e antes de indicar ao cocheiro que partisse, disse-lhe, de forma direta.

- Assim que chegarmos ao nosso destino não poderás fazer mais perguntas, agora, podes perguntar o que quiser.
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Ava


Os olhos de Ava brilharam quando ouvir as palavras proferidas por Leticia.

- Já que você insiste -prossegue ela- tenho quatro questões para colocar a você. Quer que as coloque todas de uma vez?

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Leticia


- Só quatro?

Letícia sorri.

-Sim, exponha todas ou como preferir.

Ela responde e aguarda que Ava exponha o que a inquieta.

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Ava


Ava respirou fundo e sabendo que iriam ser mais do que quatro perguntas oreferiu faze.las em separado. Podia ser que Letecia não reparasse.

- O que aconteceu com a mãe da Cellis. Mas quero a verdade, não aquela lengalenga que contam a Cellis sobre ela ter morrido no parto.

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Leticia


Leticia ouve com atenção. Essa primeira pergunta de Ava a deixa um pouco surpresa, esperava que o tema fosse girar em torno do prior, mas não quanto aquilo. Aquilo era algo bastante pessoal.

- Essa é uma pergunta que eu não posso responder, mas sei quem pode. O próprio prior, ou as irmãs do Convento dos Viana sabem a verdade.

Leticia não crê que as irmãs trairiam seu juramento, mas sempre há uma possibilidade.

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Ava


Se dúvidas haviam quanto ao motivo da morte de mãe de Cellis, maiores elas ficaram depois da resposta de Leticia. Ava sabia que ela estava tentando fugir de responder. Mas não iria desistir de saber o que aconteceu.


Olhou para Letícia novamente encheu-se de coragem e prosseguiu, corando:


- Eu fui só um joguete do Prior nesta história para ele conseguir a minha ajuda para fugir do enforcamento? Ou posso acreditar que existem sentimentos da sua parte que correspondem os meus? E não venha me dizer que não sabe Letícia, porque você sabe, você lê as pessoas, por isso me responda.

Ava não gostava destas suas crises de mulher apaixonada e insegura, mas se ia fazer parte de tudo tinha que perceber qual o seu papel e quais as expectativas que poderia ter.

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Leticia


Se alguma das perguntas feitas até aquele momento Leticia preocupada, não era possível de saber. Ela continuava tranquila, e havia um resquício de sorriso em seus lábios. Seu olhar era frio e distante. como se ela não desse importância as inquietações que Ava levantava. Diante da segunda pergunta ela ergueu um pouco a sobrancelha.

- Vou dizer o que acho. Essa é a minha leitura e vou ser sincera. O prior Yochanan é um bocado manipulador, do jeito dele, de fato todos os homens o são, e no final, bem, no final, eles acabam manipulados por nós. Mas ele não é desse tipo. Não sabe demonstrar afeição sem a ter e não usaria desse expediente para fugir, mesmo de um enforcamento. Ele teria certamente outros meios, e a verdade é que poderíamos ter feito tudo, mesmo sem você. Talvez a pergunta que te inquiete agora seja... Por que buscamos sua ajuda afinal?

Sem responder a própria pergunta que formulou, Letícia encara Ava interrogativamente e sorri.

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Ava


Ava continuou inquieta mesmo perante a resposta de Letícia e fica intrigada com a questão que ela coloca.

- Vai-me responder ou vai ficar olhando para mim e sorrindo?

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Leticia


- Então posso contabilizar essa como a sua terceira pergunta?

Ela diz e sem esperar resposta prossegue.

- Não nego que com sua ajuda foi tudo mais fácil, mas o essencial que deves ter percebido é que nas dificuldades conhecemos verdadeiramente as pessoas. Por mais que isso soe clichê, mostrou até que ponto eras confiável. Eu já havia observado sua pessoa. Sim, eu sou uma espiã e não nego que te observei. Suas atitudes me surpreenderam. Sou observadora, mas as vezes me engano. Não tinha uma boa imagem de você. Se isso mudou? A melhor resposta é eu estar aqui com você neste coche
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