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[RP] Casa da Babilónia

Maria_madalena


De roupas gastas e escassas, Maria Madalena bamboleava-se nas ruas lamacentas. Os cabelos castanhos caiam-lhe em cascata pelas costas e o rosto delicado, mas marcado pela determinação, mantinha-se erguido, alienado aos olhos de desprezo das mulheres e aos olhares de desejo dos homens.

Eventualmente chegou ao fim da rua, à sua frente estava um edifício velho e taciturno, as janelas pequenas cobertas por escuras cortinas, olhou por cima do ombro, um velho hábito, e bateu à porta.

Foi Júlia quem lhe abriu a porta, sorrindo-lhe e mostrando a boca sem dentes:


Rápido piquena…

O ambiente mantinha-se escuro, pesado, opulento. As suas narinas encheram-se rapidamente com cheiros almiscarados e os olhos lacrimejaram incomodados. Sobre um sofá encontrava-se uma batina eclesiástica e Maria Madalena soube imediatamente o que a esperava, começou a desapertar os cordões da blusa e entrou no quarto que Júlia lhe indicou.


Quote:
Movido a pedido da autora para a Praça Pública,
{Chucky}
Baquero


Baquero levanta-se da mesa após abastada refeição, dirige-se abrutamento a casa de banho, passa as suas grandes mãos pelo barril de água e lava a sua cara.

Inclina ligeiramente o seu tronco para a frente e penteia o seu longo bigode. Veste o seu casaco de flanela, e com um pequeno aceno despede-se da sua mulher e dos seus dois filhos.

Ao sair de casa sente o intenso cheiro a peixe, horas antes aquela praça tinha servido palco do maior encontro de peixeiros da região. Atravessando a praça vira a esquerda e entra na ruela dos arcos, rua bastante estreita com uma inclinação acentuada, mas lugar muito afamado.

Zona de elites e grandes negociatas. Baquero fazem pequenas venias aos cavalheiros conhecidos que se encontravam a porta dos sem número de tavernas e tascos mas sempre sem diminuir a o seu passo acelerado,

Passado cerca da 10 minutos a andar, os olhos de Baquero brilham ao avistar a casa Babilonia, sente-se nervoso e pequenos arrepios no seu corpo, não tarda poderá satisfazer os seus desejos mais íntimos.
Maria_madalena


Quinze minutos depois Madalena surgia à porta do quarto, ajeitando os cabelos castanhos, e sorrindo ao homem que a acompanhava. O seu rosto mostrava felicidade e deleite, os seus gestos eram amistosos e a voz doce e melodiosa. Podiam ser um casal apaixonado, não fosse a descomunal diferença de idades, crucifixo ao peito do homem e o pagamento que este lhe acabava de entregar.

Madalena, numa dança delicada, escoltou-o até ao exterior, piscando o olho a Júlia e abanando os cruzados na mão. Abriu a porta de saída e beijou-o, reprimindo todos os seus instintos.

O primeiro desta noite... mas não o último... - pensou para si enquanto o via descer a rua com o rosto coberto pelo capuz.

Quando o padre desapareceu da sua vista, Madalena voltou a entrar, recostando-se contra a porta e fechando os olhos por um momento. Quando os voltou a abrir observou a sala de estar, o chão de mogno escuro, em contraste com as paredes vermelhas, as janelas estavam cobertas com cortinas opacas e a pouca luz do cómodo provinha de velas. Sentadas em sofás luxuosos, estavam raparigas jovens de rostos bonitos, sorrisos nos lábios e tristeza estampada no olhos. A seu lado homens dos mais diversos estatutos sociais e idades procuravam conforto no calor feminino.

Madalena inspirou profundamente e caminhou até Júlia entregando-lhe a sua parte do dinheiro. Depois sentou-se num canto recatado da sala esperando pelo próximo.
--Sentinela


O sentinela entrou na rua com muito cuidado. Sem os trajes militares, ele parecia ainda mais jovem, apesar da barba bem aparada que lhe adornava o rosto.

Tímido, ele andava pela rua sem encarar ninguém. Será que algum conhecido na rua iria reconhecê-lo? Ele pensava nas desculpas esfarrapadas que daria caso alguém o flagrasse ali. Seu passo era apressado, mas constante.

Ele parou na calçada oposta, e observou que ali estava a casa que lhe falaram. Faltou-lhe coragem para cruzar a rua e entrar. E se houvesse algum conhecido?

Que importava? Seriam dois a mentir. Se chegou até ali seria estupidez voltar. Ele ensaiou um passo mais firme, e então finalmente atravessou a rua, e sem olhar para os lados, entrou na Casa da Babilônia.
Baquero, roleplayed by Maria_madalena


Com o punho fechado bateu bruscamente na porta da Babilónia. O burburinho que vinha do interior deixava-o ainda mais arrepiado, era uma sensação de antecipação que não conseguia controlar.

Casado à vinte anos, Baquero estava farto das carnes moles da esposa e da sua irritante voz. Os miúdos só davam trabalhos desnecessários e já não podia mais ouvir falar das roupas que deixavam de servir, da comida que ocasionalmente faltava.

Com um abanar de cabeça, empurrou os pensamentos para longe. Que locura era aquela? Aquele momento era só seu, não iria desperdiçá-lo com trivialidades mundanas.

Porque raio demoram tanto a abrir a porta? - perguntou-se ao mesmo tempo que esfregava as mãos uma contra a outra.
Marilu, roleplayed by Maria_madalena


Marilu era uma jovem franzina e de cabelos negros. A pele branca, a face pintalgada por sardas e os olhos verde-água, perdidos entre as grossas e escuras pestanas, conferem-lhe o ar de uma boneca.

Era a primeira vez que ali estava. Na sua barriga as emoções precipitavam-se e embrulhavam-se até formar um nó cego. As mãos tremiam, estava nervosa e balançava o corpo suavemente, para trás e para a frente, talvez tentando embalar-se. Sobressaltou-se quando ouviu o baque surdo na porta e desorientada procurou o olhar de Júlia encontrando neles a resposta que temia.

Num acto de coragem, levantou-se vagarosamente e passou as mãos pelo rosto, procurando a calma de que necessitava.

Um pé depois do outro, calma, respira... - pensava atormentada.

Assumindo uma postura lasciva, abriu a porta e apoiou-se nesta, olhando travessa o homem barrigudo e de bigode felpudo à sua frente.
Baquero, roleplayed by Maria_madalena


Baquero sorriu de contentamento e alisou o bigode com os grandes dedos ao olhar Marilu. O corpo esbelto da jovem sobressaia nas parcas vestes que a cobriam e Baquero estremecia ao olhá-la.

Que moça bonita... Sorte a minha. - reflectiu ao mesmo tempo que colocava uma pesada mão sobre a cintura de Marilu e se aproximava dela dando-lhe um pequeno beijo nos lábios. Com a outra mão retirou uns quantos cruzados do bolso e entregou-os à jovem.
Marilu, roleplayed by Maria_madalena


Marilu sentia que não tivera sorte. Baquero cheirava a álcool, era grande e assustador. O beijo fora rude e desconfortável, o bigode irritava-lhe a pele. Todavia, o toque frio das moedas de cobre contra a sua mão foi o suficiente para lhe varrer todos os pensamentos desagradáveis. Feliz com o dinheiro, voltou a beijá-lo e depois conduziu-o para um dos quartos.
--Sentinela


Chegou à porta e vendo-a trancada, parou ali, sem saber o que fazer. Parecia um gesto simples, bater na porta, mas lhe faltou essa ideia de ação. Olhava para a porta novamente indeciso. Diante do homem rude e com cheiro de álcool que chegou e aproximou-se da porta, apenas se afastou dando-lhe passagem. O rapaz no entanto, continuava ali, meio atônito.
--Darcilia


A famosa Casa da Babilónia era pronunciada na boca de quase todas as mulheres que se juntavam para repudiar os atos praticados naquele antro.

Numa dessas conversas entre mulheres que se achavam boas rés, tentavam saber quem visitava aquela casa, destilavam o seu veneno por onde passavam e conseguiram com que Darcilia espiasse a Casa da Babilónia.

Darcilia aperta contra a si a sua mala feita de resto de couro da tecelagem de uma das suas comadres, escondida atrás de uma árvore, vê uma figura reconhecida.

Colocou uma mão na boca chocada, para ela ver a criança que vira tornar se um homem entrar naquele antro, era demasiado para ela.

Num ato de fúria sai do seu esconderijo e vai ter com o jovem.

-Demétrio!! O que fazes neste antro??- Darcilia ao vê lo pálido e sem dar uma resposta, bate lhe com a mala.- A desrespeitar a tua mãe e a tua família!!O que diria se tivesse aqui??

Darcilia coloca a mão no peito e volta a bater com a sua mala no Demétrio.


--Sentinela


Ao ver a senhora Darcília sair de trás de uma árvore, Demétrio quase tem uma síncope, e fica pálido como arroz. Ao receber as bolsadas ele se limita a murmurar, incapaz de articular palavra.

Demétrio: - Ai! Ai! Mas...mas...
--Darcilia


Agora não consegues falar?? Veremos se um puxar de orelhas fará com que fales.

Darcilia puxa lhe uma orelha e fica à espera que ele fale algo.

--Sentinela


Ai! Por Jah, a mulher enlouqueceu. O que faço agora? Isso só pode ser um pesadelo.

Demétrio pensa e continua aceitando os castigos, totalmente confuso, sem ter ideia do que fazer, limitando-se a gritar.

Demétrio: - AIIIIII! Dona Darcília, isso dói. PARA!!!

Ele grita e tenta sair de perto da beata.

--Darcilia


-Isso grita mereces pior, o que pensas fazer ali ??

Darcilia pára e prepara a mala para bater de novo no Demétrio.
--Sentinela




Demétrio: - Dona Darcília, o que a senhora fazia ali atrás da árvore? Está atrás do seu marido Joaquim, não é?

Ele se limita a perguntar, ainda surpreso, mas já começando a raciocinar.
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