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Casamento de Volúpia, Pekente e Antonia

Volupia


A concha acústica do templo auxilia para que a voz doce e afinada de Iredia se espalhe para os ouvidos de todos. Uma melodia graciosa que fez Lupita lembrar de muita coisa que sofreu até chegar ali. Tantas decepções, tantas rejeições mas enfim, encontrou duas pessoas que preencheram o coração e renovaram a ânsia de vida. Impossivel resistir.

Calmamente, descobre a cabeça apenas por um momento e dá um beijo na face de Antònia e um beijo na face de Pekente. E sintonizada cm o amor da canção, beija as mãos do mestre Dalur, o celebrante do ritual. Mãos que muito viveram e têm muito a ensinar.



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Arte de Antonia_
Dalur


Visivelmente comovido pela bela voz, o sacerdotes relembra fatos de sua própria vida, e não pode deixar de reviver aos poucos a trilha que o levou até ali. Foram tantas coisas que logo embargou-lhe a voz e umedeceram seus olhos. Limpou a garganta antes de poder dizer qualquer coisa, e quando recebeu o beijo nas mãos de sua sobrinha, logo recobrou a confiança de prosseguir.

- Saludo a todos nesta ocasião solene. Não poderia existir ocasião mais festiva, nem outra que me trouxesse tamanha alegria, afinal de contas, encontra-se perante mim pessoas tão amadas e queridas. Foi por pouco que não engasguei antes de continuar, e Iredia, tens uma voz angelical.

Voltando-se para Antonia o sacerdote prossegue

- É um prazer finalmente conhecer a senhorita que em breve será senhora. Digo que és bela e algo como um mistério a rondar-te, algo que apenas lhe concede mais encanto.

E finalmente, voltando-se aos três de uma só vez, finalmente inicia a cerimônia

- Hoje, estaremos celebrando uma oportunidade, que caberá a vós o desfecho. Será este o marco de uma liberdade pouco experimentada, ou de uma prisão terrível que apenas leva a morte, inevitavelmente. Antes do início formal, vamos as delongas e lengas lengas para registros apenas. Apresentem vossas testemunhas, os que poderão confirmar a todos a cerimônia que hoje decorre, também afirmem que é de livre vontade que irão se casar.
--_beatrix_algrave


Beatrix continuou acompanhando a cerimônia, observava em silêncio, meio sem saber o que dizer. Era muita coisa nova e diferente ao mesmo tempo. Ela ficou ali parada ao lado da prima. Ia mesmo acontecer um casamento de três pessoas ao mesmo tempo, duas noivas e um noivo. Não fora obviamente o que as freiras a ensinaram, mas raramente a ruiva lembrava delas sem lembrar também de uma parte ruim de sua vida. De um lado o abandono e os castigos, de outro o cheiro de doce, as coisas que aprendeu... Eram memórias intensas e que a arrebataram dali por instantes.

A ideia a chocava? Era estranha, mas não chocante. Chocante era a violência, a dor e tantas outras coisas ruins que os seus olhos já haviam visto, aqueles olhos que pareciam tão puros e inocentes.

Era algo novo, diferente, mas não chocante, ao menos não no sentido que Beatrix costumava dar à palavra, como algo que machuca e fere. E eles estavam bem, estavam felizes...Era de livre vontade? Era. Então, onde estava o crime? Era difícil entender. Então ela continuou quieta, observando.
Jacatou


Jacatou levanta-se do seu lugar e aproxima-se dos noivos,sorrindo e dirige-se ao sacerdote dizendo:
-Eu sou testemunha desta união inédita
Rebeca.


Rebeca com sua feição sempre fria e sombria não havia chamado atenção quando chegara e sentara em meio a desconhecidos. Era apenas uma pálida mulher, toda vestida de preto. De repente, porém, um bocejo mal contido atrai olhares de reprovação.

Calma, pausada e cortante como a navalha que há muito decepou-lhe as esperanças e vontade de viver, Rebeca murmura, sem encarar os que a olharam:

- Só vim pela comida da festa. Se soubesse que era tão tedioso, tinha ficado na funerária mesmo.
Celinha_


Celinha se aproxima do altar ao começar a cerimonia, pois seria testemunha....

_Sim, sou testemunha desta união.

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Shannon


Sim, sou testemunha desta união.

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Volupia


Quando os três padrinhos dão seu testemunho, Lupita adianta-se e fala para que todos ouçam:

- Estou aqui de livre vontade, porque toda a minha vontade é estar com eles dois.

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Arte de Antonia_
Renanbachazevedo
Sim, sou testemunha desta união.
Pekente


Depois de dos testemunhos e de sua amada ter expressado livre vontade de estar ali, Pekente diz:

-Eu vou de Livre vontade casar-me com Volupia, pois a amo e é meu desejo estar com ela

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--The_crow
Com vestes negras que lhe cobria todo o corpo e que dificultavam o transparecer de qualquer identificação, o homem desconhecido aproximou-se do recinto onde a união pecaminosa aos olhos do Altíssimo iria ocorrer. Deteve-se em frente ao Templo apenas o tempo necessário para apreciar toda aquela obra de Satanás e voltar a consciencializar-se que se as tementes gentes que se atreviam a comentar um suposto culto estivessem certas, deveria ser reposta a moralidade antes que a fúria de Jah se abatesse sobre as terras lusitanas, amaldiçoando o infeliz povo português.

Entrou no local previsto, que surpreendentemente estava composto de rostos oriundos de várias cidades do Reino e estreitou os olhos claros em resposta ao cenário constrangedor que assistia.

Apertou o crucifixo de prata que transportava acorrentado ao pescoço ao mesmo tempo que os dedos deslizavam pelo cabo do punhal embainhado ocultamente. Já era tarde para virar costas e ignorar o diante dos seus olhos acontecia. Agora, aguardava somente o momento indicado para avançar e honrar os ensinamentos de Jah.
Inquisidores




A carroça trepidava pelo caminho tentando ir o mais veloz possível. Para quem vivia de torturar infiéis, chicotear os cavalos para que corresse não era nada. Há alguns dias eles dois haviam investigado a história de que haveria um casamento pagão com a mais alta blasfêmia contra Jah: libertinagem, duas mulheres para um homem. Ainda se eles quisessem manter esse relacionamento pecaminoso às escondidas de forma que uma amante saciasse os desejos mais impudicos poderia passar despercebido e talvez não fosse tão aterrador para os costumes e para a moral, mas eles escolheram gritar para a sociedade, tornar público uma aberração para nosso tempo e diante dos olhos de Jah. Isso não deveria ser perdoado.



Durante o interrogatorio, a camponesa de Santarém que ja havia sido livrada de acusações leves anteriormente por ganhar muita reputação ajudando ao padre foi questionada de estar envolvida com atos de bruxaria por ter comparecido a um dos cultos dessa seita pagã. Depois de resistir um pouco a agulhadas, e sofrimentos da carne que Jah sabe que são necessários para combater essa praga espiritual que abate o reino, ela comentou sobre o casamento. Eles a forçaram a falar. A dizer o dia, a hora, quem viria. Uma decepção saber que quem lidera essa corja além de templário era um nobre do conselho, que deveria servir de exemplo.

Eles não tinham ligação direta com a Igreja. Já tinham ouvido falar de inquisição em outros países, ainda uma idéia fraca, mas resolveram colocar em prática aquilo que ninguém mais tinha coragem pela pouca fé. Agiam sozinhos crentes que faziam o melhor para a sociedade e neste exato momento colhiam palha seca e gravetos para molhar com líquido inflamável e começar um grande incêndio naquele templo de perdição, sem imaginar que um dos defensores de Jah de método semelhantes já caminhava entre os pecadores.
Renanbachazevedo
Se houvesse degraus na terra e tivesse anéis o céu,
eu subiria os degraus e aos anéis me prenderia.
No céu podia tecer uma nuvem toda negra.
E que nevasse, e chovesse, e houvesse luz nas montanhas,
e à porta do meu amor o ouro se acumulasse.

Beijei uma boca vermelha e a minha boca tingiu-se,
levei um lenço à boca e o lenço fez-se vermelho.
Fui lavá-lo na ribeira e a água tornou-se rubra,
e a fímbria do mar, e o meio do mar,
e vermelhas se volveram as asas da águia
que desceu para beber,
e metade do sol e a lua inteira se tornaram vermelhas.

Maldito seja quem atirou uma maçã para o outro mundo.
Uma maçã, uma mantilha de ouro e uma espada de prata.
Correram os rapazes à procura da espada,
e as raparigas correram à procura da mantilha,
e correram, correram as crianças à procura da maçã.
Pekente


Ao decorrer do casamento, Pekente percebe um estranho dentre os convidados, vestido com cores negras e um capuz ao rosto. Ao contrario das outras pessoas no Templo que estavam felizes e sorridentes com o casamento que ocorre ali, este estava nervoso, não só isso, tinha um olhar sombrio em seus olhos. Mas o capuz escondia as intenções do homem. Pekente continua a estar de frente a Dalur e com atenção ao casamento, contudo algo em seu instinto não o deixa de estar atento a aquele homem. Talvez fosse um aviso dos Deuses, a nova religião era rejeitada pela igreja Aristotélica, disso todos sabiam, mas um mau pressentimento tomou conta dele após aquele intruso.

Pekente inclina se um pouco e diz a Volupia com uma mão pronta para desembainhar sua espada a qualquer momento de forma discreta, para que ninguém ficasse alerta demais:

- Algo está errado meu amor, mantenha-se perto de mim e tome cuidado

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Maria_madalena
Como já era habitual, alguns convidados chegaram atrasados e Madalena lançou-lhes um olhar incomodado. O burburinho provocado por aqueles que chegavam em último nunca era agradável, ainda mais quando se esforçava por compreender o estranho ritual. Num momento de silêncio, o sacerdote, que era também pai do noivo e tio de uma das noivas, deu início à cerimónia. A prima, ao seu lado, observava em silêncio e, estranhamente, não havia desagrado na sua face, apenas curiosidade e aceitação. Madalena não era uma mulher religiosa como Beatrix, mas aquela cerimónia fazia-lhe mais confusão de que todas as outras. Sabia que os homens frequentemente mantinham amantes e requisitavam os serviços de meretrizes, não era também estranho que a mulher fizesse algumas incursões fora do leito conjugal, embora esse comportamento fosse mais penalizado, mas o que ela nunca vira fora um casamento a três.

O sacerdote, cliente da Babilónia e alvo das suas suspeitas aquando do homicídio de Marilu, encurtou todos os ditames habituais e prosseguiu de imediato para a apresentação das testemunhas. Os dois primeiros noivos, Pekente e Volúpia, expressaram também o seu desejo de casarem um com o outro. Aquela dinâmica cerimonial era-lhe estranha e, naquele momento, Madalena pensava em como sentira falta do coro litúrgico e das suas vozes harmoniosas. A música que acompanhava aquele ritual era ainda mais inusitada que a própria cerimónia. Foi nesse mesmo instante que um homem, completamente vestido de negro e de rosto envolto na penumbra do capuz, adentrou no templo. Madalena deixou de olhar o altar e focou as suas atenções no misterioso homem, seguindo-lhe os passos e os gestos. Deu uma cotovelada discreta na prima, chamando-lhe a atenção, mas em nenhum instante o perdeu de vista. Notou a forma como ele apertou o crucifixo ao peito, afagando-o numa carícia forte e possessiva. Era um homem da fé de Jah e aquela cerimónia era a mais pura das heresias. Subitamente, um sentimento de medo, tão negro quanto as vestes daquele invasor, cobriu-a como um manto, pois tinha a certeza que estavam em apuros.
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